sexta-feira, 22 de novembro de 2013

First Fist

Ao sair do banheiro, na cama estava já algumas cordas e diversos apetrechos que já se mostravam a que vieram. Ali estava o rascunho do que se seguiria.
Com toda a calma e tranquilidade, me colocou deitado de bruços, travesseiros sob a barriga pra elevar o quadril e escancarar o intimo. Pernas e mãos presas na lateral da cama. O processo todo de preparação é aquele que te submerge no ato, na apresentação nada teatral que se segue. O jeito é relaxar, a posição era para isso, sabia. Não teria pernas doendo ou desculpa pra fugir.
Óleo pelo corpo. Espalhado pelas suas luvas de latex que já deixavam claro o nojo de tocar aquele pedaço de carne. E o toque era mais gostoso ainda.
Lubrificantes, que se espalhavam pelo corpo, mas concentrados nas nádegas. E o pau começa a verter lentamente, pobre que está a disposição pelo lado de trás.
"A insinuação é melhor que a exposição" e "parcimônia" latejavam nas luvas de latex que dançavam, insinuando o gran finale.
E objetos, teus dedos e ideias foram entrando pela minha intimidade, lasciando pouco a pouco, à base de carinho que lhe era comum. A dor fazia parte, pequena e constante, me rancava gemidos lascivos.
E quando a mão toda entrou, a próstata foi seu alvo, instigada, estimulada, pressionada, forçada a colocar pra fora meu gozo não gozado.
Sensação de quase gozar, de sentir o alívio chegando e não terminar.
Já totalmente sem rumo, sem noção do que se passava, fui abandonado ali mesmo ainda exposto e largo. Somente um plug remanescia e já declarado que meu prazer estaria sempre associado a ter algo dentro de mim.
E você se recuperou, deitou-se na cama e me entregou na minha boca, seu clitóris encharcado, inchado e lá fiquei, agora cansando a língua e fazendo-a gozar no ritmo que me impunha.