segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Do Avesso


Ela sentada em uma poltrona, pernas cruzadas e jogada meio de lado, como quem estava cansada de esperar. Eu, quando a vi, tive a sensação de arrepios percorrerem todo o corpo, de sentir o coração acelerar e encher minhas narinas com um cheiro doce e velho.
"Oi, tudo bem com você?" ela disse com um tom aveludado e muito calmo, talvez não devesse estar impaciente. Eu só consegui responder acenando com a cabeça. Ela me olhava da cabeça aos pés e era como se a sua visão me arrancasse a pele, me sentia vulnerável diante da situação.
"Tire toda sua roupa" Eu ouvi claramente, e já começava a tremer. Primeiro foram os sapatos, depois a calça, a camiseta, e por ultimo a cueca... parecia implodir, como se eu fosse me consumindo e ficando cada vez menor... o olhar, a maneira como ela olhava me deixava perdido, fazia o sangue ferver e eu tremia.
"Está com frio? porque treme?" ai que os tremores pioraram, nervosismo, ansiedade do que estava por vir, e com a voz demonstrando todas as sensações que fluíam pelo corpo respondi: "Não é frio, é a ansiedade".
"Ótimo! dizem que a ansiedade deixa as pessoas burras, não quero que pense, quero que somente faça o que eu mandar" E aquilo penetrava tão facilmente em mim, que eu com certeza não sabia nem responder a pergunta das mais óbvias possíveis.
O silencio, o silencio faz parte da dominação é como cozinhar que enquanto o tempo passa, mesmo sem nenhuma ação, os temperos vão tomando conta do alimento, intensificando tudo, até o momento da degustação.
Ela ajeitou-se na poltrona e exibiu seu traje e todos os detalhes da sua produção. A maquiagem que destacava os olhos, os adornos que enfeitavam, o corset que a fazia manter a postura e era divino e a saia longa que quase escondia por completo as botas, lindas! Eu admirava, queria abraçá-la, sentir o seu cheiro talvez jogá-la no chão e transar ali mesmo, mas tudo isso era aniquilado pela curiosidade do que se seguiria, pela curiosidade da submissão, de saber até onde eu poderia dar prazer à aquela mulher.
"Se ajoelhe, e fique de cabeça baixa, não quero que me olhe mais" Privação... é onde a matemática não tem vez, pois quanto menos se tem, mais se sente, as vezes multiplicado.
Espasmos demonstravam que eu estava sendo cozido, ali mesmo, fervendo em químicas que fluíam pelo corpo e pioravam a cada passo que ela fazia até mim.
"Me olhe, observe todos os detalhes pois esta será a ultima coisa que verás esta noite"
Levantei a cabeça com os olhos arregalados, olhei aqueles olhos lindos, era a única coisa que me interessava e tentar arrancar deles as suas pretensões para comigo, mas antes mesmo de descifrar a primeira letra, a venda me tomou a visão.
Foi a primeira vez que a sua pele encostou na minha, e pude senti-la quente, e também senti seu cheiro, delicioso, e acho que sempre vou me lembrar dessa situação quando sentir esse perfume novamente.
Senti o bico da bota batendo de lado no meu pau, e só então me dei conta de como estava excitado... e acho que ela também percebeu!
"Meu pau também está latejando e babando assim" ela disse bem próximo ao meu ouvido e que fez eu contrair toda a pélvis imaginando o que estava por vir.
Ouvi alguns passos e logo ela estava bem à minha frente, com a mão pegando em meu cabelo, ela me puxou pra junto do seu corpo, e logo o pau preso a cinta estava esfregando na minha cara, mas ela queria que eu sentisse o cheiro da sua calcinha, e esfregou o meu rosto fazendo eu ter a certeza de que estava molhada, excitada com a situação. Quis lambê-la, sentir o seu gosto, mas ela não deixou e fazendo eu abrir a boca, enfiou o consolo em minha boca, explicando que deveria mantê-lo ali.
Então suas unhas começaram a riscar minhas costas, e seus cabelos fazia um carinho na minha face. Sentia as costas ficarem quentes, as unhas ardiam gostoso. Então veio o primeiro prendedor no mamilo, leve, fraco, mas demonstrando que não estava para ser retirado tão logo e depois no outro mamilo, também leve, me fez soltar um gemido de medo e prazer.
Fui puxado pelos cabelos, o pau arrancado da minha boca, e novamente ela falando ao meu ouvido "bom menino, eu não quero ouvir você reclamando, quero que você aguente tudo" Voz que hipnotiza, que fala e me faz obedecer. E pelos cabelos, fui levado pelo quarto, não tinha noção de espaços nem de direção, só me sentia o mais vulnerável de todos.
Parei e ouvi ela se sentando, o zipper da bota abrindo e seu pé me fazendo carinho no rosto. Puro instinto. Peguei o pé e comecei a beijar, lentamente, sugando dedo à dedo, e logo subindo pela perna, lentamente beijando e mordiscando, passando pelo quadril, subindo pela barriga até os seios. Novamente os cabelos puxados, me desgrudando do seu corpo e meu colocando em meu lugar novamente.
Os prendedores foram regulados, apertando um pouco mais e ela me tentando me tranquilizar, disse "Sei que isso dói, mas quero que aguente bem tranquilo. E isso é para você aprender a não passar dos limites" Talvez não fosse só eu que estava com medo de perder os limites, acho q ela também estava se controlando para não se entregar e perder o controle.
Mais uma vez, os cabelos puxados, era bom, e com um pouco de trabalho, compreendi que eu deveria ficar com os braços apoiados e a bunda arrebitada. Ela saiu e logo voltou. Ouvi o barulho das luvas de látex sendo colocadas e um preservativo também foi colocado no meu pau. Meu íntimo seria explorado, e assim foi até sentir que a massagem na próstata me drenava, parecendo que teria um orgasmo a qualquer instante, mas isso não acontecia e ela nem encostava no meu pau.
Percebendo minha excitação, ela tirou os dedos e então começou a me penetrar com a cinta, era maior do que eu imaginava, talvez pelo tempo que fazia que não acontecia nada, mas me sentia rasgado pouco à pouco e sua voz, me controlava, me guiava transformando toda a dor em prazer.
Incansável, fui currado até não aguentar, sem direito a um orgasmo sequer, quando as pernas não aguentavam mais, fui autorizado a me deitar na cama e assim, guiado pelos cabelos fui jogado na cama.
Logo, ela estava sentada na minha barriga e batendo nos prendedores nos meus mamilos, me fazendo gemer de dor. "Quer que eu os tire?" e eu respondi implorando para que o fizesse. Então ela retirando a camisinha com todo carinho para não desperdiçar uma gota, disse: "Só depois de tomar o seu leitinho".