quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mindless-fuck ou Sonhando Meus Sonhos

Com as mãos e os pés amarrados, ela empurra meu corpo para trás me tirando o equilíbrio e o fôlego por intermináveis milisegundos fazendo-me aterrizar em edredroms macios e cheiroso. A venda significa que não posso ver o que virá a seguir.

Eu posso ouvi-la, sua voz sussurrando em meu ouvido. Sutil, sexy e minuciosamente excitante: "Então me diga, você gosta de estar indefeso?" Ela sabe como me sinto ouvindo a sua voz, como isso me torna o maior submisso e me faz incapaz de fazer qualquer coisa além de gemer, como faço neste momento, sentindo-a subir no meu corpo e se aproveitando de minha excitação.

"Então?" Droga! Sua voz é tão dominante, e eu quero muito responder para agradá-la, mas realmente eu não consigo pensar e tomar fôlego para dizer algo como "sim, isso é a razão de estar aqui, de estar extremamente excitado e quase gozando"

"Diga! Vamos." - Ela disse. Ela é tão impaciente, mas eu estou correndo contra o tempo antes que ela faça... alguma coisa. Então ela pega na minha nuca e puxa minha cabeça contra seu corpo. Eu suspiro e sinto uma descarga de adrenalina sexual. "Se você não consegue encontrar as palavras, eu vou ter que lhe dar algumas. Repita comigo:.... Eu amo estar indefeso"

Me debato com meus sentimentos, procuro uma ordem na orgia mental que se instaurou. E sem saber porque sai de minha boca timidamente: "eu amo estar indefeso"

- "Muito bem, diga mais uma vez"

- "Eu adoro estar indefeso" ela, persistente sadicamente, torturando meus pensamentos e mais uma vez falando baixinho no meu ouvido "E quem te faz submisso e indefeso?"

Mais gemidos, o corpo teso, chego a achar que ela não disse isso, que foi somente mais um gemido dela, mas ela sabe me trazer de volta a realidade e um beliscão bem dolorido nos mamilos me faz regurgitar a resposta "Você!" e no segundo suspiro, antes que viesse um tapa no rosto "... minha rainha".

Ela ri, deliciando-se da insanidade que me proporciona e continua: "Bom escravo! quer gozar?" e eu respondo quase angustiado "sim, por favor rainha".

- "Bem, isso é muito ruim, porque eu não terminei com você ainda"

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Assim começa um final de semana

Não sabia onde estava. A venda e os rodopios me tiraram a total noção do espaço e direções daquele ambiente cheio de cadernos e objetos mágicos. Fui amarrado e colocado sentado. Fiquei ali, parado o tempo de duas ou três músicas. Prestava atenção à musica e a letra carregada de dominações e entregas. Surpreendente! como poderia uma bruxa ouvir um som tão pesado e industrial tal como Marilyn Manson?

Esperava ela tomar banho, mas logo um cutuco no ombro me pôs em alerta, sabia que ela estava por ali, ou foi algo da minha cabeça?

Segundos depois, um toque suave no pescoço; mais alguns instantes e um tapa na perna. Tudo em um tempo suficiente para minha cabeça imaginar que algo pior estava por vir e me assustar a cada iteração.

Logo, uma pena no peito e mais um susto, o corpo esfregando no rosto e outro susto, um beliscão no mamilo e um gemido, um beijo no pescoço e um gemido, uma agulhada na mão e um susto, um pé na perna e um susto, uma cera quente na barriga e outro susto e gemido. Tão comedida, que me fazia sofrer por antecipação sabendo que ela estava tão próxima e não sabendo o que viria a seguir.

Logo fui jogado na cama, mais cera quente, caricias e o corpo tremia banhado em pura adrenalina.

E a moça que parecia tímida subiu na cama e me entregou seu sexo em minha boca. Beijei, lambi e me lambuzei. Não tinha falado nada a ela sobre gostar disso, e achei que tamanha intimidade não seria tão instantânea, mas este foi o melhor começo que poderia ter. Sentindo o seu gosto ácido e lhe dando prazer.

Depois disso, ainda sofri mais um pouco com alguns tapas, cera quente e outros sustos. Logo me foi permitido tirar a venda, percebi que minhas mãos não eram mais minhas, pois estavam pintadas com esmalte rosa e só poderia tirá-lo em minha casa.

E assim fomos dormir: unhas pintas, de conchinha, e eu com uma paudurescencia que só se encerrou no dia seguinte, logo cedo. E ela se divertia com isso.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ensaios sobre futuras memórias

Pequena, usava uma blusa frouxa, saia comprida e um pentagrama suspenso no busto.
Singela beleza que escondia segredos farpados.
Acendeu várias velas pelo quarto e alguns gravetos no seu caldeirão que fizeram as paredes tremularem em tonalidades ensanguentadas.
Colocou a musica mais obscura que tinha.
Libélulas escapavam do fogo, voavam pelo quarto e se depositavam por todos os cantos.
Ateou fogo as proprias vestes ao invés de tirá-las e incendiou-se do fogo da deusa.
Serpenteou o corpo dele.
Sentia a respiração fazer bolhas na pele.
Espasmos indicavam a imensa descarga de adrenalina no corpo dele.
Arriscou-se riscando as costas dela e acabou por senti-la arfar.
O suor já brotava de ambos os corpos.
Pêlos ouriçados arranhavam a pele.
E como se estivessem em um termascal os sentidos se confundiam, tudo aquilo que seria ódio era desejo.
As unhas compridas eram quase arrancadas dos dedos com a força que eram cravadas no couro dele.
Urrava e isso parecia só alimentar o desejo dilacerador dela.
pingos ácidos escorriam pelas pernas e derretiam a alcova.
Consumido pelas estranhas entranhas ele passara a ser seu alimento, sua presa fácil e indefesa.
Enquanto dançava por cima dele com os quadrís, os cabelos de serpente, tal como a medusa, o seduzia.
Trouxe sua boca junto a dele e mordeu! Fizera seus lábios carnudos sangrarem.
Palavras saiam desconexas, mostrando a linha tênue entre o amor e o ódio.
As falanges tesas cravavam em suas nádegas puxando-a contra o corpo dele, querendo atingir seu âmago.
Ergueu-se até o pescoço dela e com beijos delicados fez ela ceder outra vez mas logo surgiram marcas cor lavanda.
Ao perceber no espelho o estrago, delineou seus dedos na face do rapaz de forma grotesca.
Segurou-a pelos pulsos e num puxão se viu por cima d'ela. Tentou fazê-lo voltar para baixo.
Pareciam manobras circenses à beira de um precipício.
Seios deliciosos - para não dizer apetitosos - fartava-se na boca, escorrendo saliva.
Segurava as mãos dela contra a cama evitando rebelia.
Numa chave de pernas pelo quadril dele, tentou postergar o inevitável.
E como quem arranca botões da roupa com a boca, ele tentou arrancar seus mamilos.
Ela cedeu, entregou as pernas e implorou pela la petit mort.
Suas pernas tremiam. Olhou no fundo dos olhos e lançou um murro que fez ele gospir sangue.
e a última vela se apagou.


Obrigado por ter lido! Talvez este post saia do contexto do blog, mas estava precisando "devaneiar" um pouco e tentar outras coisas. Ainda não gosto deste resultado. mas se você comentar sinceramente o que achou, talvez eu mude de opinião.