domingo, 31 de julho de 2011

Avada-Kedavra

Avada-Kedavra era uma das maldições imperdoáveis que implicava em prisão perpétua em Azkaban. Este feitiço foi proibido pelo Ministério da Magia por possuir caráter maligno e objetivo cruel. (wikipédia)

Avada-Kedavra é uma bendição imperdoável que implica em livramento de sua prisão na Praia do Rosa. Este feitiço foi deliberado pelo Ministério dos Dominadores de SC por possuir caráter benéfico e objetivo salvador. (mzsubmisso)

Cheguei no crepúsculo do sábado e por causa das várias horas de estrada me senti um pouco desorientado, isso até ouvir a voz da Lady Vulgata, que me deu o rumo de sua direção. Era o que eu mais esperava em todo o final de semana: sentir aquela energia boa e carinhosa novamente. E depois dela, pouco a pouco fui conhecendo as pessoas e me enturmando.

As pinturas presentes em toda a pousada se passaram por uma decoração despercebida para mim, até ouvir da Lady e do Cosmo que eram pinturas mediúnicas de caboclos e outras entidades e desde então me senti incomodado e observado pelos quadros e pelos espíritos que habitavam os quadros. Depois de algum tempo reparei que haviam muitos Yin Yang espalhados pelo chão de todos os chalés e com isso consegui me convencer de que os símbolos no chão anulavam os caboclos e então nada mais estava me incomodando. (nota do autor: ok! eu sei, eu tenho problemas)

Ajudei na janta, me deliciei com a sopa preparada pelo Cosmo_Vain e logo todos se retiraram e foram se preparar para o ritual ao qual estavamos todos ansiosos.

Enquanto a maioria se preparava, uma chuva leve daquelas que só faz baixar poeira caiu e eu aproveitei para ir na varanda por alguns minutos para contemplar essa calma e refletir sobre coisas aleatórias. A chuva parou a tempo, antes de todos saírem de seus chalés e chegarem até o chalé maior, onde o cenário estava montado.

Quando já estavam todos reunidos, o clima foi se formando, as luzes apagadas, o som sombrio e misterioso substituiu os reggaes de musicas do Pink Floyd e alguns já procuravam na bebida o relax e a coragem necessária para o que se seguiria.

Eu estava no meu canto, principalmente depois de ver uma máquina de choque empenhada em espalhar gritos e estalos de graça pela varanda do chalé, mas também por estar apreensivo pelo que se seguiria. Era minha primeira vez em uma play e não queria dar motivos para punições.

As vendas foram postas em todos os submissos e a partir daquele momento, sabia que estava nas mãos da Lady Vulgata, deliciosa sensação de entrega, de ser controlado e dominado. A única sensação que não estava deliciosa era do corpo mole e o nariz escorrendo por conta do meu resfriado.

Risadas, algumas palavras à todos, e com o empenho dos dominadores os submissos vendados subiram até o local que seria por uma noite a nossa masmorra. Neste trajeto todo, da varanda até a parte superior, a maquina de choques passeava entre todos e eu sempre me assustava a cada estalo.

Ouvia muitos estalos de chicote, tapas e outros objetos doloridos intercalados aos gemidos e urros abafados de dor. Mãos passeavam pelo meu corpo e me fustigavam com cannes e chicote (eu acho). Não aguentei muito devido ao meu estado - gripado - que fazia com que cada golpe doesse mais do que o normal e não permitia me concentrar ou aproveitar o momento.

Logo disse “Avada-kedavra” e pouco depois fui chamado pela minha rainha a ajudar em uma suspensão da Jeh. Estava perdido, um pouco atordoado dos momentos passados e perdido por estar com uma sub. Não sabia como lidar com ela, pois conhecia muito pouco ela, e menos ainda como o Amo dela esperava que as coisas se seguissem. Também não queria me delongar pois estava frio e todos observavam com expectativas.

Respirei fundo, fechei os olhos por alguns instantes e ancarnei o Super Mestre Jedi Shibarista com as experiências dos vídeos da internet, algumas auto-imobilizações/amarrações e as brincadeiras com meu irmão e um amigo em suspensões/imobilizações sem nenhum cunho BDSMístico ou shibarista, somente por brincadeira.

Me empenhei, pouco a pouco as cordas foram tomando lugares e formas, e lá estava Jeh solta no ar. Seu mestre apareceu por perto e elogiou, gostou e acertou-lhe alguns tapas que pareciam de alguma forma selar sua alegria.

Juntou-se o cansaço, a exaustão, cólicas e uma corda que não deveria estar pressionando tanto o peito, que Jeh desmaiou. Foi rápido, Parallax já estava com ela nas mãos, a corta cortada e a Jeh voltou antes que se pudesse pronunciar um trava-lingua sem errar.

E a moça de tão valente, ainda aceitou brincar com agulhas e deixar seu Amo elaborar um corset de agulhas e fita verde em suas costas. Desfilou no recinto mostrando a todos o feito. Apesar das agulhas pequenas, o corset ficou muito bonito.

Mas minha tortura não terminou com a safeword, tive ainda que suspender o edgard. Por sorte o Cosmo veio me ajudar. Não tinha mais ânimo, estava exausto, mas mesmo assim foi bom vê-lo amarrado e alguns se aproveitando da situação e derramando cera quente.

Fui dormir e ainda num clima de muita risada proporcionado pelo estado vertiginoso e alcoólico edgard, que ate agora nao sei como, mas ele acordou no andar de baixo coberto por uma rede e uma toalha molhada.

Nao dormi bem, pois o sol logo deu sua graça e clareou todo o quarto. Amaldiçoei os surfistas, pois surfista acorda cedo e nao se importaria da claridade acorda-los, e a pousada tinha claramente esse público e por isso não tinha muita vedação do sol nos quartos.

Um bom café, um pãozinho e logo o sono se foi e deram espaços a boas conversas e comentários sobre a noite anterior. Shaila que ficou acordada quando eu fui dormir, já estava de pé e animada quando acordei.

Alguns começaram a preparar o almoço, Cosmo com sua blusa branca dominava toda a cozinha e aproveitei o momento de bobeira para dizer para Cherrylips minhas intenções de suspende-la, mas compreendi que ela não estava no clima.

Eis que Morgana se ofereceu para ser suspensa. Com paciência e empenho fui atando nó a nó, elaborando as amarras e colocando-a no ar. Enquanto houvesse cordas, estaria moldando, definindo e tentando proporcionar a ela uma forma de soltar o corpo e deixar que as cordas a segurassem.

Quando terminei, estava suando e admirado com o feito. as pessoas se aproximaram, e começaram a brincar com ela, me trouxeram gelo e passei pelo corpo dela, acreditando ver alguma reação, mas ela estava tão tranquila que deve ter se deliciado e nem se incomodou com o gelo.

Lembro da Aurorah que me trouxe uma vela acessa, eu recusei, já tinha sido sádico demais em amarrá-la, e não seria capaz. Mas teve subs que se mostraram um pouquinho sádico nesta hora. Eu só observava e me divertia.

Marquei o tempo no celular e passado 20 minutos começei a desamarrá-la.

Neste meio-tempo o almoço ficou pronto, almoçei e já me pus a subir a serra e voltar para o meu rincão.
Mesmo com a noite mal dormida, a viagem de volta não me deu em nenhum momento sono. Tinha muito material a ser processado, e pensei muito sobre tudo que vivi, sobre tudo e todos. As conclusões ainda estão se fazendo, e planos para as proximas plays já tenho de monte.