sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

yakimeshi

Tocava algo que me lembrava Type O Negative quando entrei no ambiente. A fumaça do incenso ainda estava turbulenta tal como se uma tormenta acabara de passar por ali, mas nem sinal do furacão de lábios carnudos.
Chamei por ela, mas nada de ouvir uma resposta. Queria muito ouvir sua voz e saber se estava com aquele tom de menina arteira ou rouca como gata manhosa ou alguma coisa para me sentir confortável. Mas a única resposta que eu tive foi ver que conforme combinado lá estava as algemas e o lenço para me vendar.
Ali estava a minha pílula vermelha. E com o receio ariano que me é dotado, respirei fundo e comecei a tirar a roupa. Lembrei das nossas conversas, do bom repertório que ela tinha e resolvi me por vendado e algemado. Achava então que nem estava nervoso, bem tranqüilo, foi então que eu me toquei de que tinha fechado a porta do cômodo e não conseguiria abrir a porta de olhos vendados. Fiquei pensando por que raios eu fechei a porta?!
Sai do cômodo e tateando as paredes bati à porta do quarto, ela abriu e imediatamente me pegou pelos cabelos e me pôs de quatro no chão. Senti suas unhas percorrendo minhas costas e a primeira cintada veio no rim. Cerrei os dentes. E antes que ela empenhasse um ritmo e só me sobrasse tempo para gemer, pedi para que não batesse novamente nos rins. Recebi mais algumas cintadas, mas todas em bons lugares e apesar de doloridas, estava confiante.
Depois desta apresentação formal, pude sentir seu cheiro e beijar suas botas. Que delicia! Que delicia! Queria beijar aquele corpo todo. Queria proporcionar a ela todo o prazer que estava sentido, e não me importaria de passar horas fazendo isso.
Ela tirou a venda, e tive a melhor visão: ela em pé e eu ajoelhado aos seus pés, pude vê-la de baixo, com um sorriso de monalisa e uma maquiagem gótica, do jeito que eu havia comentado que achava bonito. Não pude esconder meu sorriso e minha excitação.
Tirei suas botas e fiz uma boa massagem com direito a beijinhos que faziam ela virar os olhinhos de tesão. Demorei-me nos pés e pudesse ficaria ali até ela ter um orgasmo ou os dedos derretesse. Ainda mais enquanto o outro pezinho bolinava meu pênis.
Puxado pelos cabelos, fui levado até o meio de suas pernas, cheirosa e deliciosa, me esmerei em mostrar serviços e minhas habilidades lingüísticas, queria fazê-la gozar ali mesmo, mas era a primeira vez, ainda não sabia se seria possível ou como fazer exatamente. Tenho muito que aprender e quero aprender rápido.
Acendeu o cigarro, e me olhando com só uma sobrancelha levantada, ela perguntou se eu queria ficar com marcas. Tremi e pedi que não, de forma bem direta, sem margens para dúvida da minha vontade. Mas achando que não adiantou muito a minha sinceridade, ela me vendou novamente, e me ordenou ficar de quatro sobre o colchão. Choraminguei mais uma vez para não ser marcado e pouco depois senti a primeira gota de cera quente nas costas. Gemi um pouco e uma palmada na bunda, continuei gemendo e outra palmada, até que ela ordenou eu parar de gemer e ficar bem quieto. Foi muito maluco, foi como se desligasse a chave, a dor passou a ser prazer e pulsações do meu membro que babava de alegria. A adrenalina fluía sem limite de velocidade.
Logo ela me deu um presente, abriu o criado mudo, tirou um preservativo e se esparramou na cama. Parti pra cima, agora ia fazê-la gozar! Ledo engano, comecei a sentir a vontade de gozar chegando. Preferi tentar ir mais devagar, respirar e manter a calma para não estragar tudo. Mas não era suficiente para ela. Virou-me, me pôs deitado na cama e subiu em cima de mim, controlando o movimento e a força das estocadas. A matemática orgástica não falha! Horas de excitação + uma moça bonita + um movimento pélvico intenso só podia resultar em fracasso. Gozei rápido demais. Levei dois tapas por conta disso, muito bem merecido, e a minha frustração de não ter feito-a gozar. Apesar disso, foi tudo muito perfeito. Muito bom. Como há tempos vinha sonhando.
Paramos, conversamos bastante sobre a vida, trabalhos, ex-namorados, família, causos. Conversa que me agrada e faz a gente compreender o mundo. O mesmo mundo que trás nossas sortes em biscoitinhos e junto com arroz branquinho e legumes coloridos para jantar.
Fui embora feliz, sorrindo como bobo, carregando marcas no corpo e na memória. E melhor que isso, com a certeza de que teremos ainda muitos posts para contar nossas histórias.