segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Relaxa, eu tenho um plano

- Relaxe, respire profundamente e relaxe - Ela iniciou em um tom de voz que até aquele momento eu desconhecia. Sua voz soava firme, clara e constante.

Acordei, ou melhor, voltei ao mundo e só tinha a noção de que haviam se passado 40 minutos ou mais, mas só me lembrava das primeiras palavras e nada mais. Vasculhava na memória o que havia se passado neste tempo mas era como se o filme fosse cortado. Eu me sentia bem, tudo normal e feliz, como se estivesse cochilado. Pensei que tinha sido usado sexualmente, mas a cueca continuava limpa como nova (triste!)

Me perguntou se estava tudo bem e então ela me chamou para ir até a cozinha e tomar uma água. Conversamos, falamos sobre coisas do dia-a-dia e eu perguntei se não iria fazer nada comigo. E ela disse, já fiz tudo o que eu queria!

Fiquei intrigado sobre o que havia feito, tentei descobrir algo e ela só me disse que logo descobriria e que não devesse me preocupar pois passaria em 5 dias. E a única dica que ela me deu foi que era algo da nossa ultima conversa online.

Na nossa ultima conversa falamos sobre o prazer solitário - masturbação - sobre como isso é bom, como faziamos, quantas vezes por semana e todos os detalhes sórdidos desta prática "EUdonista".

Então achei que só descobriria o feito neste momento, imaginando que teria o prazer amplificado, só pensaria nela durante o ato ou que me masturbaria compulsivamente.

Então chegando em casa, depois de jantar e tomar um bom banho, me joguei na cama, fechei os olhos e começei a imaginar bons momentos juntos (leia-se sendo dominado), e tudo transcorria muito bem. Gostoso e normal como sempre foi. Curtia o tesão crescendo, o pau enrijecendo e a vontade de gozar aumentando. Mas a toada foi lenta, sem pressa, sem desespero e sem deixar o braço dolorido.

Quando estava prestes a finalizar a obra e jorrar na toalhinha, sentir como agulhas estivessem sendo cravadas no pau, uma dor horrível, que passou instantaneamente ao tirar a mão. Me assustei, ainda olhei pra minhas mãos pra ver se não haviam agulhas, esperei uns minutos até voltar a ter conciencia do que tinha acontecido.

Então tentei tocá-lo novamente, Foi tudo bem, sentia tudo normalmente e voltei a persistir no que havia iniciado e novamente o tesão crescendo, o pau enrijecendo e o gozo chegando.

Novamente quando estava quase gozando, senti as agulhadas. Tirei a mão e parou, tentei pegá-lo e nem consegui encostar, já sentia as agulhadas denovo. Só mesmo quando a sensação de quase-orgasmo passou foi que eu consegui pegar no pau.

Insistente que só, tentei mais uma vez, tentei aguentar a dor, mas era demais insuportável e brochante.

Desarmei todo o circo, pus o pijama para dormir e liguei para ela, indignado com o que havia feito comigo. Queria aquilo fora da minha cabeça assim como um monte de porra fora da outra cabeça.

Ela já me atendeu rindo, imaginando o porquê da ligação e admirada com o quão rápido descobri minha sina. e então briguei com ela por ter feito isso e logo ela argumentou dizendo-me as verdades. Primeiro eu havia dado o direito dela fazer o que quisesse comigo, segundo que eu andava me masturbando demais (segundo os parametros dela) e precisava dar um tempo e valorizar o ato e aprender a ter qualidade e não quantidade.

Então pouco conformado com a coisa e triste perguntei como poderia me livrar desta situação. E ela me deu duas opções: ou eu aguardaria cinco dias sem gozar ou faria ela gozar oralmente algumas vezes e então ela diria uma palavrinha mágica e tudo acabaria.

disse que não era justo e que iria procurar uma puta pra me aliviar, que não precisaria da minha mão para me satisfazer e desliguei o telefone irritado.

Segundos depois chegou uma mensagem:

"E se acontecer a mesma coisa com a puta?"

Cacete! Já pensou? eu comendo a puta e ter que arrancar o pau gritando de dor.. e ainda não gozar? que sacanagem! Fiquei na dúvida, achei que não era possível, mas fiquei com mais medo de passar vergonha do que de arriscar. Em resumo, fui durmir de pau duro e cara fechada.

No outro dia logo cedo no escritório eu liguei para ela e pedi para encontrá-la a noite para fazê-la gozar e me livrar do meu feitiço. Ardilosa que só disse que não podia naquele dia, só na noite seguinte teria disponibilidade. Implorei, insisti, mas não houve acordo e combinamos então para o dia seguinte.

O dia passou rápido, procurei ocupar a cabeça e não pensar no que não poderia fazer. Tenho gosto pelo proibido, pelo não-correto e pensar em fazer o que não podia me deixaria ainda mais com vontade, então o jeito era não pensar!

Ao encontrá-la, sem rodeios, fomos para o quarto e enquanto ela tirava a roupa, ela foi logo dizendo como queria gozar: sem dentes; sem chupadas profundas; com a ponta da lingua é melhor; começe lento e vá acelerando aos poucos; sem nojo; tem q se lambuzar e fazer com gosto; e é pra obedecer!

Assim foi, com tantas ordens e regras aquilo se tornou sacal e logo no começo já odiava aquela tarefinha, mas logo que ela começou a gemer fiquei com muito tesão, logo seu gosto me veio a boca e mais tesão ainda. O que era obrigação passou a ser prazer a ser de bom grado e empenho. Meu pau latejava e pedia por um gozo. Mas agora era a vez dela, queria dar-lhe o maior orgasmo do mundo, seja ele como fosse!

E logo foi! gozou e eu não parei, não queria parar e ela se contorcia, tentava empurrar minha cabeça, mas segurava firme em suas coxas e me mantinha em posição e lingua de fora.

Larguei quando percebi que já não estava mais sendo prazeroso e sim dolorido. Levantei a cabeça e percebi um grande suspiro de alivio e prazer. Ainda fiquei contemplando por minutos aquele corpo esguio derretido na cama e inerte. Deitei ao lado dela, passeando com as pontas dos dedos delicadamente pelo rosto e busto.

Conversamos um pouco, rimos, ganhei alguns beijos e um bom carinho nas costas. O tempo passou e então começei a me arrumar para ir embora. Ela, ameçou a levantar-se e eu disse que não era necessário, ela já estava pronta para dormir eu iria fechar e jogar a chave por baixo da porta.

Mas preciso desfazer o que eu fiz! ela insistiu e eu disse que não era necessário. Acabara de lembrar que estava livre, não mais preso à necessidade de ter um orgasmo e poderia ter prazer dando prazer.

E já se passaram praticamente 3 dias, esperar mais dois dias ia só valorizar o momento que seria apreciado tal como um momento raro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mindless-fuck ou Sonhando Meus Sonhos

Com as mãos e os pés amarrados, ela empurra meu corpo para trás me tirando o equilíbrio e o fôlego por intermináveis milisegundos fazendo-me aterrizar em edredroms macios e cheiroso. A venda significa que não posso ver o que virá a seguir.

Eu posso ouvi-la, sua voz sussurrando em meu ouvido. Sutil, sexy e minuciosamente excitante: "Então me diga, você gosta de estar indefeso?" Ela sabe como me sinto ouvindo a sua voz, como isso me torna o maior submisso e me faz incapaz de fazer qualquer coisa além de gemer, como faço neste momento, sentindo-a subir no meu corpo e se aproveitando de minha excitação.

"Então?" Droga! Sua voz é tão dominante, e eu quero muito responder para agradá-la, mas realmente eu não consigo pensar e tomar fôlego para dizer algo como "sim, isso é a razão de estar aqui, de estar extremamente excitado e quase gozando"

"Diga! Vamos." - Ela disse. Ela é tão impaciente, mas eu estou correndo contra o tempo antes que ela faça... alguma coisa. Então ela pega na minha nuca e puxa minha cabeça contra seu corpo. Eu suspiro e sinto uma descarga de adrenalina sexual. "Se você não consegue encontrar as palavras, eu vou ter que lhe dar algumas. Repita comigo:.... Eu amo estar indefeso"

Me debato com meus sentimentos, procuro uma ordem na orgia mental que se instaurou. E sem saber porque sai de minha boca timidamente: "eu amo estar indefeso"

- "Muito bem, diga mais uma vez"

- "Eu adoro estar indefeso" ela, persistente sadicamente, torturando meus pensamentos e mais uma vez falando baixinho no meu ouvido "E quem te faz submisso e indefeso?"

Mais gemidos, o corpo teso, chego a achar que ela não disse isso, que foi somente mais um gemido dela, mas ela sabe me trazer de volta a realidade e um beliscão bem dolorido nos mamilos me faz regurgitar a resposta "Você!" e no segundo suspiro, antes que viesse um tapa no rosto "... minha rainha".

Ela ri, deliciando-se da insanidade que me proporciona e continua: "Bom escravo! quer gozar?" e eu respondo quase angustiado "sim, por favor rainha".

- "Bem, isso é muito ruim, porque eu não terminei com você ainda"

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Assim começa um final de semana

Não sabia onde estava. A venda e os rodopios me tiraram a total noção do espaço e direções daquele ambiente cheio de cadernos e objetos mágicos. Fui amarrado e colocado sentado. Fiquei ali, parado o tempo de duas ou três músicas. Prestava atenção à musica e a letra carregada de dominações e entregas. Surpreendente! como poderia uma bruxa ouvir um som tão pesado e industrial tal como Marilyn Manson?

Esperava ela tomar banho, mas logo um cutuco no ombro me pôs em alerta, sabia que ela estava por ali, ou foi algo da minha cabeça?

Segundos depois, um toque suave no pescoço; mais alguns instantes e um tapa na perna. Tudo em um tempo suficiente para minha cabeça imaginar que algo pior estava por vir e me assustar a cada iteração.

Logo, uma pena no peito e mais um susto, o corpo esfregando no rosto e outro susto, um beliscão no mamilo e um gemido, um beijo no pescoço e um gemido, uma agulhada na mão e um susto, um pé na perna e um susto, uma cera quente na barriga e outro susto e gemido. Tão comedida, que me fazia sofrer por antecipação sabendo que ela estava tão próxima e não sabendo o que viria a seguir.

Logo fui jogado na cama, mais cera quente, caricias e o corpo tremia banhado em pura adrenalina.

E a moça que parecia tímida subiu na cama e me entregou seu sexo em minha boca. Beijei, lambi e me lambuzei. Não tinha falado nada a ela sobre gostar disso, e achei que tamanha intimidade não seria tão instantânea, mas este foi o melhor começo que poderia ter. Sentindo o seu gosto ácido e lhe dando prazer.

Depois disso, ainda sofri mais um pouco com alguns tapas, cera quente e outros sustos. Logo me foi permitido tirar a venda, percebi que minhas mãos não eram mais minhas, pois estavam pintadas com esmalte rosa e só poderia tirá-lo em minha casa.

E assim fomos dormir: unhas pintas, de conchinha, e eu com uma paudurescencia que só se encerrou no dia seguinte, logo cedo. E ela se divertia com isso.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ensaios sobre futuras memórias

Pequena, usava uma blusa frouxa, saia comprida e um pentagrama suspenso no busto.
Singela beleza que escondia segredos farpados.
Acendeu várias velas pelo quarto e alguns gravetos no seu caldeirão que fizeram as paredes tremularem em tonalidades ensanguentadas.
Colocou a musica mais obscura que tinha.
Libélulas escapavam do fogo, voavam pelo quarto e se depositavam por todos os cantos.
Ateou fogo as proprias vestes ao invés de tirá-las e incendiou-se do fogo da deusa.
Serpenteou o corpo dele.
Sentia a respiração fazer bolhas na pele.
Espasmos indicavam a imensa descarga de adrenalina no corpo dele.
Arriscou-se riscando as costas dela e acabou por senti-la arfar.
O suor já brotava de ambos os corpos.
Pêlos ouriçados arranhavam a pele.
E como se estivessem em um termascal os sentidos se confundiam, tudo aquilo que seria ódio era desejo.
As unhas compridas eram quase arrancadas dos dedos com a força que eram cravadas no couro dele.
Urrava e isso parecia só alimentar o desejo dilacerador dela.
pingos ácidos escorriam pelas pernas e derretiam a alcova.
Consumido pelas estranhas entranhas ele passara a ser seu alimento, sua presa fácil e indefesa.
Enquanto dançava por cima dele com os quadrís, os cabelos de serpente, tal como a medusa, o seduzia.
Trouxe sua boca junto a dele e mordeu! Fizera seus lábios carnudos sangrarem.
Palavras saiam desconexas, mostrando a linha tênue entre o amor e o ódio.
As falanges tesas cravavam em suas nádegas puxando-a contra o corpo dele, querendo atingir seu âmago.
Ergueu-se até o pescoço dela e com beijos delicados fez ela ceder outra vez mas logo surgiram marcas cor lavanda.
Ao perceber no espelho o estrago, delineou seus dedos na face do rapaz de forma grotesca.
Segurou-a pelos pulsos e num puxão se viu por cima d'ela. Tentou fazê-lo voltar para baixo.
Pareciam manobras circenses à beira de um precipício.
Seios deliciosos - para não dizer apetitosos - fartava-se na boca, escorrendo saliva.
Segurava as mãos dela contra a cama evitando rebelia.
Numa chave de pernas pelo quadril dele, tentou postergar o inevitável.
E como quem arranca botões da roupa com a boca, ele tentou arrancar seus mamilos.
Ela cedeu, entregou as pernas e implorou pela la petit mort.
Suas pernas tremiam. Olhou no fundo dos olhos e lançou um murro que fez ele gospir sangue.
e a última vela se apagou.


Obrigado por ter lido! Talvez este post saia do contexto do blog, mas estava precisando "devaneiar" um pouco e tentar outras coisas. Ainda não gosto deste resultado. mas se você comentar sinceramente o que achou, talvez eu mude de opinião.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Simples assim

Para um ariano, dizer que ele não pode fazer ou que é incapaz de fazer é gerar um impulso proporcional à dificuldade do feito. O desejo acerca do proibído, do difícil é o combustível do ariano, mas a cereja do bolo é mostrar ao outro que estava errado pois foi capaz de fazer ou quebrar a regra.

Logo no começo das conversas online ela anunciou que nada além da dominação iria acontecer. Não haveria carinho, amor ou menos ainda relações carnais. O Ariano que as vezes chega a enganar os próprios sentimentos fingiu entender e colaborar com a situação prometendo que não iria forçar a nada e aceitaria piamente os desejos altivos dela.

Combinaram o primeiro encontro e ela cheia de regras, explicou tudo detalhadamente, o que podia e o que não podia, eliminando qualquer possibilidade das coisas sairem do seu controle e acabarem no ato sexual. Ele só fez um único desejo: os pés para beijar e acariciar.

O encontro aconteceu, e ela realizou tudo o que planejava e ele aprovou, mas em todos os momentos ele estava semi-presente e só se fez presente e focado quando ela sentou confortavelmente na poltrona e deu os pés para ele. Era o desfecho da sessão, acreditava ela.

O Ariano que não tinha muito gosto por podolatria naquele momento salivou, cheirou aqueles pézinhos perfumados e projetou toda sua energia naquele momento. Era mais energia concentrada do que qualquer bomba atômica, era mais cuidado do que aquele que lapida um diamante delicado.

Começou de leve, com o toque dos lábios nas pontas dos dedos, ela olhava atentamente acreditando ter que corrigir à tapas a maneira de tocá-los. Beijos secos se seguiram, fazendo pequenas sucções e estalidos típicos. Ariano paciênte que só, não tinha pressa, tinha no seu âmago a perfeição e a vontade de realizar o seu melhor.

Depois de se certificar de que todos os milímetros de ambos os pés tinham sido beijados, os beijos se tornaram úmidos, agora ampliando a área e com as mãos alternava entre carinhos leves e pequenas pressões relaxantes.

Ela tesa, observava alegre a dedicação ariana e deixou rolar da maneira que acontecia, esperando que não passaria de um doce carinho em seus pés. Até o momento em que um dos dedos entrou na boca dele e o seu corpo se soltou na poltrona e os olhos se fecharam naturalmente, passando do estágio de observação para curtição das boas sensações.

O ariano se contendo para ser delicado e não estragar todo o clima passeava dedo à dedo, beijando, lambendo, sugando e massageando. O mundo girava, as horas passavam e a evolução nos carinhos era milimétrica, lenta e medida para não acabar antes do ponto.

De dedo à dedo, as carícias se passaram aos pares, de dois em dois dedos eram colocados na boca, e tocado pela lingua, pelos lábios e pela devoção transmitida nas entrelinhas, no que para ela parecia ser o agradecimento de todo o feito anteriormente.

Sem se dar conta, ela solta um leve gemido. O ariano já sorri de canto da boca dividido com o dedo médio que passeava pelos lábios. E proveitando o estímulo, empenha-se em provocar mais alguns gemidos.

A velocidade era tão certa - e lenta - que ela não se dava conta dos gemidos e do que estava acontecendo de que já estava começando a sentir o que mais temia e lhe parecia proibido.

Ele passou de dois para três, para quatro dedos, para todos os dedos em sua boca, guloso, queria vê-la encharcada, obrigada a trocar de calcinha para voltar para casa.

Ela, não sabia mais o que pensar, perdera completamente a razão das regras e era regida pelo desejo de ser mulher, femêa, implorou pelo desejo mais primitivo murmurando. O ariano finje não ouvir, queria exaltar o seu ego e fazendo-a falar alto e claro o que desejava.

E antes mesmo que terminasse de pedir ele a tomou nos braços e se embrenharam em meios aos lençois e travesseiros.

Ao terminarem, ainda dentro dela, o ariano olhando para ela começa a esticar os lábios e monstrar a cara de sacana que até então estava escondida, se segurando para não rir.

E ela agradeçe, chamando-o de Filho da puta.


Para elaborar este conto foram utilizados:

* Sol pegando na minha mesa esquentando tudo por aqui.
* Uma conversa com Lady Vulgata sobre a simplicidade.
* E o Heavy Metal do Victory no almbum Don't Talk Science

domingo, 31 de julho de 2011

Avada-Kedavra

Avada-Kedavra era uma das maldições imperdoáveis que implicava em prisão perpétua em Azkaban. Este feitiço foi proibido pelo Ministério da Magia por possuir caráter maligno e objetivo cruel. (wikipédia)

Avada-Kedavra é uma bendição imperdoável que implica em livramento de sua prisão na Praia do Rosa. Este feitiço foi deliberado pelo Ministério dos Dominadores de SC por possuir caráter benéfico e objetivo salvador. (mzsubmisso)

Cheguei no crepúsculo do sábado e por causa das várias horas de estrada me senti um pouco desorientado, isso até ouvir a voz da Lady Vulgata, que me deu o rumo de sua direção. Era o que eu mais esperava em todo o final de semana: sentir aquela energia boa e carinhosa novamente. E depois dela, pouco a pouco fui conhecendo as pessoas e me enturmando.

As pinturas presentes em toda a pousada se passaram por uma decoração despercebida para mim, até ouvir da Lady e do Cosmo que eram pinturas mediúnicas de caboclos e outras entidades e desde então me senti incomodado e observado pelos quadros e pelos espíritos que habitavam os quadros. Depois de algum tempo reparei que haviam muitos Yin Yang espalhados pelo chão de todos os chalés e com isso consegui me convencer de que os símbolos no chão anulavam os caboclos e então nada mais estava me incomodando. (nota do autor: ok! eu sei, eu tenho problemas)

Ajudei na janta, me deliciei com a sopa preparada pelo Cosmo_Vain e logo todos se retiraram e foram se preparar para o ritual ao qual estavamos todos ansiosos.

Enquanto a maioria se preparava, uma chuva leve daquelas que só faz baixar poeira caiu e eu aproveitei para ir na varanda por alguns minutos para contemplar essa calma e refletir sobre coisas aleatórias. A chuva parou a tempo, antes de todos saírem de seus chalés e chegarem até o chalé maior, onde o cenário estava montado.

Quando já estavam todos reunidos, o clima foi se formando, as luzes apagadas, o som sombrio e misterioso substituiu os reggaes de musicas do Pink Floyd e alguns já procuravam na bebida o relax e a coragem necessária para o que se seguiria.

Eu estava no meu canto, principalmente depois de ver uma máquina de choque empenhada em espalhar gritos e estalos de graça pela varanda do chalé, mas também por estar apreensivo pelo que se seguiria. Era minha primeira vez em uma play e não queria dar motivos para punições.

As vendas foram postas em todos os submissos e a partir daquele momento, sabia que estava nas mãos da Lady Vulgata, deliciosa sensação de entrega, de ser controlado e dominado. A única sensação que não estava deliciosa era do corpo mole e o nariz escorrendo por conta do meu resfriado.

Risadas, algumas palavras à todos, e com o empenho dos dominadores os submissos vendados subiram até o local que seria por uma noite a nossa masmorra. Neste trajeto todo, da varanda até a parte superior, a maquina de choques passeava entre todos e eu sempre me assustava a cada estalo.

Ouvia muitos estalos de chicote, tapas e outros objetos doloridos intercalados aos gemidos e urros abafados de dor. Mãos passeavam pelo meu corpo e me fustigavam com cannes e chicote (eu acho). Não aguentei muito devido ao meu estado - gripado - que fazia com que cada golpe doesse mais do que o normal e não permitia me concentrar ou aproveitar o momento.

Logo disse “Avada-kedavra” e pouco depois fui chamado pela minha rainha a ajudar em uma suspensão da Jeh. Estava perdido, um pouco atordoado dos momentos passados e perdido por estar com uma sub. Não sabia como lidar com ela, pois conhecia muito pouco ela, e menos ainda como o Amo dela esperava que as coisas se seguissem. Também não queria me delongar pois estava frio e todos observavam com expectativas.

Respirei fundo, fechei os olhos por alguns instantes e ancarnei o Super Mestre Jedi Shibarista com as experiências dos vídeos da internet, algumas auto-imobilizações/amarrações e as brincadeiras com meu irmão e um amigo em suspensões/imobilizações sem nenhum cunho BDSMístico ou shibarista, somente por brincadeira.

Me empenhei, pouco a pouco as cordas foram tomando lugares e formas, e lá estava Jeh solta no ar. Seu mestre apareceu por perto e elogiou, gostou e acertou-lhe alguns tapas que pareciam de alguma forma selar sua alegria.

Juntou-se o cansaço, a exaustão, cólicas e uma corda que não deveria estar pressionando tanto o peito, que Jeh desmaiou. Foi rápido, Parallax já estava com ela nas mãos, a corta cortada e a Jeh voltou antes que se pudesse pronunciar um trava-lingua sem errar.

E a moça de tão valente, ainda aceitou brincar com agulhas e deixar seu Amo elaborar um corset de agulhas e fita verde em suas costas. Desfilou no recinto mostrando a todos o feito. Apesar das agulhas pequenas, o corset ficou muito bonito.

Mas minha tortura não terminou com a safeword, tive ainda que suspender o edgard. Por sorte o Cosmo veio me ajudar. Não tinha mais ânimo, estava exausto, mas mesmo assim foi bom vê-lo amarrado e alguns se aproveitando da situação e derramando cera quente.

Fui dormir e ainda num clima de muita risada proporcionado pelo estado vertiginoso e alcoólico edgard, que ate agora nao sei como, mas ele acordou no andar de baixo coberto por uma rede e uma toalha molhada.

Nao dormi bem, pois o sol logo deu sua graça e clareou todo o quarto. Amaldiçoei os surfistas, pois surfista acorda cedo e nao se importaria da claridade acorda-los, e a pousada tinha claramente esse público e por isso não tinha muita vedação do sol nos quartos.

Um bom café, um pãozinho e logo o sono se foi e deram espaços a boas conversas e comentários sobre a noite anterior. Shaila que ficou acordada quando eu fui dormir, já estava de pé e animada quando acordei.

Alguns começaram a preparar o almoço, Cosmo com sua blusa branca dominava toda a cozinha e aproveitei o momento de bobeira para dizer para Cherrylips minhas intenções de suspende-la, mas compreendi que ela não estava no clima.

Eis que Morgana se ofereceu para ser suspensa. Com paciência e empenho fui atando nó a nó, elaborando as amarras e colocando-a no ar. Enquanto houvesse cordas, estaria moldando, definindo e tentando proporcionar a ela uma forma de soltar o corpo e deixar que as cordas a segurassem.

Quando terminei, estava suando e admirado com o feito. as pessoas se aproximaram, e começaram a brincar com ela, me trouxeram gelo e passei pelo corpo dela, acreditando ver alguma reação, mas ela estava tão tranquila que deve ter se deliciado e nem se incomodou com o gelo.

Lembro da Aurorah que me trouxe uma vela acessa, eu recusei, já tinha sido sádico demais em amarrá-la, e não seria capaz. Mas teve subs que se mostraram um pouquinho sádico nesta hora. Eu só observava e me divertia.

Marquei o tempo no celular e passado 20 minutos começei a desamarrá-la.

Neste meio-tempo o almoço ficou pronto, almoçei e já me pus a subir a serra e voltar para o meu rincão.
Mesmo com a noite mal dormida, a viagem de volta não me deu em nenhum momento sono. Tinha muito material a ser processado, e pensei muito sobre tudo que vivi, sobre tudo e todos. As conclusões ainda estão se fazendo, e planos para as proximas plays já tenho de monte.

sábado, 26 de março de 2011

21 Días en el mundo del sadomasoquismo.

Acabei de assistir pela internet um programa de 1h do canal de TV Espanhol Cuatro falando sobre Sadomasoquismo. A reportagem protagonizada pela Apresentadora/Reporter e quase-domme Adela Ucar é muito bom.
NO programa, a apresentadora muito simpática e dona de um belo sorriso encara por 21 dias o mundo BDSM. Vivenciando sessões com dommes profissionais, conhecendo casais e até participando de uma festa fetichista.
Diferentemente do que faz as televisões "Globais", gostei muito do programa pois mostra BDSM como realmente é, sem glamour, sem marketing ou distorções. Mais interessante ainda é a sinceridade da apresentadora.
Interessante pois inicialmente ela não compreende (e nem consegue) como inflingir dor a uma pessoa pode ser prazeroso, mas pouco a pouco ela vai compreendendo este mundo e vendo que junto à dor, existe muito carinho e amor.
E ao final da reportagem, Adela termina dizendo:
"Sado não se explica, se sente e que nunca ia compreender pois o que faz mal para mim faz bem para outros. E também me dou conta de que o comum não é suficiente para alguns se sintam completos e a verdade é são muitas pessoas que encontram nesta sexualidade alternativa para uma liberação... desde seja sensato seguro e consensual não há problema em realizar suas fantasias" (tradução pessoal).
assistam através do link abaixo.
http://play.cuatro.com/directo/programas/21-dias/ver/21-dias-en-el-mundo-del-sadomasoquismo

sexta-feira, 25 de março de 2011

O BDSM é dos nerds

BDSM é dos nerds
Oi, estou aqui para falar de uma constatação e blasfemar sobre os possíveis motivos deste fato.O fato é que o BDSM é tomado por nerds, para não dizer que BDSM é feito por nerds. E digo tanto por dominadores, dominadoras, submissos e submissas. Em todos os lados, estão os nerds (eles e elas).
Para muita gente ser nerd é insulto, mas nerd é aquele que tem hobbies e costumes fora de moda ou interesses em coisas que a grande maioria não vê graça e é apreciado somente em pequenos grupos. Geralmente é o desajustado e estranho por simplesmente não seguir a modinha. Geralmente são pessoas distantes da sociedade e com facilidade de aprendizado, pois pensam e vêem as coisas com os próprios olhos e sem medo de ser o diferente.
Isso acaba levando à tecnologia, seja como refugio ou pela facilidade. Mas o nerd é geralmente associado a tecnologia. Poderiamos chamar de geek ao invés de nerd, mas este é um termo ainda obscuro para mim.
Os nerds são maioria no meio justamente porque ele já está acostumado a ser diferente, a não se importar com as boas maneiras e bons comportamentos. As Historias em Quadrinhos, Livros e Filmes de ficcção científica e Jogos RPG são um excelente treino para se tornar membro de uma comunidade BDSM. E ainda, são interessados em aprender, vivenciar e a explorar.
Enquanto uma festa BDSM para a maioria dos "normais" se parece como uma orgia ou uma festa do deus Baco, para um nerd não passa de uma reunião de fãs do Star Trek ou um Cosplay.
Então, quando estiver procurando alguém para bater, apanhar, amarrar ou ser amarrado, pergunte e tente descobrir se esta pessoa é nerd, e se for, acredito que já é metade do caminho.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

yakimeshi

Tocava algo que me lembrava Type O Negative quando entrei no ambiente. A fumaça do incenso ainda estava turbulenta tal como se uma tormenta acabara de passar por ali, mas nem sinal do furacão de lábios carnudos.
Chamei por ela, mas nada de ouvir uma resposta. Queria muito ouvir sua voz e saber se estava com aquele tom de menina arteira ou rouca como gata manhosa ou alguma coisa para me sentir confortável. Mas a única resposta que eu tive foi ver que conforme combinado lá estava as algemas e o lenço para me vendar.
Ali estava a minha pílula vermelha. E com o receio ariano que me é dotado, respirei fundo e comecei a tirar a roupa. Lembrei das nossas conversas, do bom repertório que ela tinha e resolvi me por vendado e algemado. Achava então que nem estava nervoso, bem tranqüilo, foi então que eu me toquei de que tinha fechado a porta do cômodo e não conseguiria abrir a porta de olhos vendados. Fiquei pensando por que raios eu fechei a porta?!
Sai do cômodo e tateando as paredes bati à porta do quarto, ela abriu e imediatamente me pegou pelos cabelos e me pôs de quatro no chão. Senti suas unhas percorrendo minhas costas e a primeira cintada veio no rim. Cerrei os dentes. E antes que ela empenhasse um ritmo e só me sobrasse tempo para gemer, pedi para que não batesse novamente nos rins. Recebi mais algumas cintadas, mas todas em bons lugares e apesar de doloridas, estava confiante.
Depois desta apresentação formal, pude sentir seu cheiro e beijar suas botas. Que delicia! Que delicia! Queria beijar aquele corpo todo. Queria proporcionar a ela todo o prazer que estava sentido, e não me importaria de passar horas fazendo isso.
Ela tirou a venda, e tive a melhor visão: ela em pé e eu ajoelhado aos seus pés, pude vê-la de baixo, com um sorriso de monalisa e uma maquiagem gótica, do jeito que eu havia comentado que achava bonito. Não pude esconder meu sorriso e minha excitação.
Tirei suas botas e fiz uma boa massagem com direito a beijinhos que faziam ela virar os olhinhos de tesão. Demorei-me nos pés e pudesse ficaria ali até ela ter um orgasmo ou os dedos derretesse. Ainda mais enquanto o outro pezinho bolinava meu pênis.
Puxado pelos cabelos, fui levado até o meio de suas pernas, cheirosa e deliciosa, me esmerei em mostrar serviços e minhas habilidades lingüísticas, queria fazê-la gozar ali mesmo, mas era a primeira vez, ainda não sabia se seria possível ou como fazer exatamente. Tenho muito que aprender e quero aprender rápido.
Acendeu o cigarro, e me olhando com só uma sobrancelha levantada, ela perguntou se eu queria ficar com marcas. Tremi e pedi que não, de forma bem direta, sem margens para dúvida da minha vontade. Mas achando que não adiantou muito a minha sinceridade, ela me vendou novamente, e me ordenou ficar de quatro sobre o colchão. Choraminguei mais uma vez para não ser marcado e pouco depois senti a primeira gota de cera quente nas costas. Gemi um pouco e uma palmada na bunda, continuei gemendo e outra palmada, até que ela ordenou eu parar de gemer e ficar bem quieto. Foi muito maluco, foi como se desligasse a chave, a dor passou a ser prazer e pulsações do meu membro que babava de alegria. A adrenalina fluía sem limite de velocidade.
Logo ela me deu um presente, abriu o criado mudo, tirou um preservativo e se esparramou na cama. Parti pra cima, agora ia fazê-la gozar! Ledo engano, comecei a sentir a vontade de gozar chegando. Preferi tentar ir mais devagar, respirar e manter a calma para não estragar tudo. Mas não era suficiente para ela. Virou-me, me pôs deitado na cama e subiu em cima de mim, controlando o movimento e a força das estocadas. A matemática orgástica não falha! Horas de excitação + uma moça bonita + um movimento pélvico intenso só podia resultar em fracasso. Gozei rápido demais. Levei dois tapas por conta disso, muito bem merecido, e a minha frustração de não ter feito-a gozar. Apesar disso, foi tudo muito perfeito. Muito bom. Como há tempos vinha sonhando.
Paramos, conversamos bastante sobre a vida, trabalhos, ex-namorados, família, causos. Conversa que me agrada e faz a gente compreender o mundo. O mesmo mundo que trás nossas sortes em biscoitinhos e junto com arroz branquinho e legumes coloridos para jantar.
Fui embora feliz, sorrindo como bobo, carregando marcas no corpo e na memória. E melhor que isso, com a certeza de que teremos ainda muitos posts para contar nossas histórias.