quarta-feira, 30 de junho de 2010

Diferente em tudo ou BDSM Matrix

Introdução
Das histórias ouvidas no mundo, resultou-se nesta história, nada bdsm ou totalmente bdsm ?
Depois de ler, me diga se BDSM não é como matrix, você precisa engolir a pilula vermelha e se libertar para poder ver/sentir/curtir as coisas fora da esfera do mundo controlado por Matrix.

Historia
Ela já não se permitia ter prazer, conseguia anular o prazer de ter-lhe o corpo beijado pela angustia da marca molhada de saliva que ficava pelo corpo, ou pela imaginação de uma boca que a beijava ser igual às bocas nojentas que via em seu trabalho. Ele já chegara a duvidar se ela realmente gozava com ele ou se somente fingia por culpa de alguma outra anulação. Ele é Hedonista e curioso ao extremo, do tipo que acaba pagando pra ver, ou melhor, pra sentir. E sem tabus, tem vontade de experimentar até algumas pequenas insanidades, mas que devido à anulação dela, a tantos "nãos" que ouviu dela enquanto buscava explorar o prazer no seu corpo nu, acabou encontrando na internet e em suas mãos o alívio que precisava para continuar a vida. Na Internet via até sites de prostitutas imaginando pagar pelos serviços só para ter certeza de que os "nãos" ouvidos não faziam parte do seu carma, mas nunca havia tido a coragem de investir seu rico dinheiro em tal façanha pelo amor e a crença de que isso não seria correto e também por acreditar que poderia mandar pela descarga todo o amor construído com ela.
Um dia, voltando de viajem, ele chegou em casa e descobriu a casa em uma penumbra típica de uma casa vazia, mas logo que fechou a porta, ouviu lá do quarto ela gritando para ele ficar onde estava, pois tinha uma surpresa para ele. Mandou-o virar de frente para a porta e não olhar para trás em nenhuma hipótese e se ele resolvesse olhar, iria acabar tudo ali mesmo.
Logo ele sentiu um lenço tampando-lhe a vista e tornado o ambiente gótico em pura escuridão, ele imaginava que ela estaria levando-o para o quarto para mostrar alguma blusa nova que comprou, ou um jogo de lençóis novos que acabou de esticar na cama.
Passeou pela casa, deu voltas e voltas até ter a certeza de que ele não sabia onde estava e pelo trajeto, foi arrancando-lhe as roupas e quando restava somente “A” peça intima, aproveitou para brincar um pouco com o moço, roçando-lhe o corpo em suas partes intimas, passando a mão e vendo a peça tomar forma e volume.
Em um golpe firme, com as mãos nos ombros dele, ela empurrou-o e viu o seu coração saltar a boca dele que não esperava pelo susto nem pela aterrissagem em lençóis de cetim.
Ela com uma voz de ordem mandou-o subir na cama e ajeitar-se melhor, e ele agora sabia do que se tratava e prontamente se esparramou pela cama a espera do prazer. Mas hoje o prazer era dela!
Aquele corpo, tomado por uma outra alma, beijou o corpo dele e logo foi entregando suas intimidades para ele. Sentou na cara dele, sufocando-o com sua deriére, tornando obrigatório manter sua boca no lugar e satisfazê-la enquanto ela não resolvesse sair de cima dele. E foi somente quando não ele agüentava mais, prestes a explodir, que ela saiu de cima. Os cabelos dele já não eram os mesmos, enquanto ele se lambuzava no meio das pernas dela, ela acabou por descontar em seus cabelos a fúria do prazer que lhe era cedido.
Mandou então ele se ajoelhar na cama, e colocar os braços para trás e com algum outro tecido, ou uma meia-calça, amarrou. Agora ele teria que beijar o corpo dela, onde ela indicasse com o dedo, sem usar as mãos e deveria beijar até descobrir onde ela indicava com o dedo.
Só depois de muito tempo, que ele descobriu que os dedos dela passeavam pelos lençóis e ele procurava por algo que não estava lá, não havia dedo, não havia objetivo, e ele já beijara todo o corpo daquela mulher que se derretia pela cama.
Agora ela pedia para mordiscar, beijar, chupar onde ele quisesse, e ele o fez com cuidado de dar-lhe somente beijos secos, ainda com receios das limitações dela, sem lhe causar nojos, e ela pedia mais intensidade, mais vontade e pouco a pouco ele foi beijando, molhando, mordendo, e ela, aproveitando cada toque, cada arrepio, se permitindo o prazer, curtindo aquilo que era dela, e ninguém poderia lhe tirar.
Ele, achando que poderia intensificar as coisas ainda mais, se deteve ao lugar que ele mais gostava de beijá-la, novamente explorando com a língua todo e qualquer espaço que pudesse ser tocado, buscando (e encontrando) o ponto máximo do prazer para ela. Ela tentou até fazê-lo beijar outras partes, mas ela captou o recado que isso somente iria acontecer depois que tivesse um, ou mais, orgasmos.
Então, se entregando ao capricho daquele homem, ela deitou-se confortavelmente, esparramou os braços e relaxou as pernas e esperou pela pequena morte, que veio intensa, voraz e a fez visitar os céus, tocar as estrelas e retornar para os lençóis muito tempo depois.
Ele também caiu de lado, com a boca toda melada e a língua cansada e um sorriso no rosto de poderoso e satisfeito.
Ela, depois de recuperada, limpou a boca dele, e passou o restante do tempo beijando, enquanto ele ainda não acreditava naquilo, pois ela acabara de deixar de lado outro de seus nojos, de beijá-lo sujo, com aquilo que provinha dela mesmo. Para ela agora, o gosto era algo tão fútil comparado ao prazer de beijá-lo, de senti-lo que passou a ser mais saboroso que chocolate caro.
Mas enquanto estavam curtindo e esperando o mundo voltar a sua normalidade. Ele permanecia rígido, e aguardava pelo finalmente, pelo prazer que ele tanto almejava.
Ela, diferente em todos os sentidos, conversou delicadamente e conseguiu convencê-lo a ficar sem gozar aquele momento, pois ela estava exausta para alguma coisa. E ele, sem notar que estava sendo dobrado, aceitou e gostou.
Já sabia ela que aquilo iria virar imploração, e passou a ser algo desejado por ela. Queria vê-lo implorando por um prazer e paparicando ela de todas as formas para conseguir um mísero gozo. Assim, ela também conseguiria tirar dele algumas coisas além do prazer, talvez uma jóia nova.
Havia aqui outra mudança, pois ela agora gostava de ser bajulada, de ser venerada e de ter um homem implorando por ela e sentia naquilo o ego inflado e a auto-estima alta por saber que alguém nesse mundo a desejava e dependia dela para ser feliz.
Enfim, ela conseguiu em pequenas mudanças, se livrar dos sofrimentos e fazer destes o seu prazer. Ela virou o jogo da vida e escapou das armadilhas da vida rindo e dando espaço ao prazer.