quinta-feira, 15 de abril de 2010

1o. Encontro

Encontrei este texto perdido em meu HD. Começei lendo-o e lembro que na epoca que escrevi não gostei e por isso ficou no Mundo Perdido dos Monstrinhos. Hoje, relendo-o gostei muito, e espero que todos gostem :)
Quem gostar comenta aeee !

Passei o dia com borboletas no estomago, concentrava-se na medida do possível no trabalho e qualquer segundo vago fazia minha cabeça ser inundada pelas dúvidas, incertezas, medos e discursos pré-fabricados para serem aplicados diante dela.

Combinamos de nos encontrar no restaurante que ela sugeriu. Eu tive que seguir direto do trabalho para lá. Melhor assim, ou sofreria ainda mais com a tensão pré-encontro. Tinha que levar algo para ela, sempre tive boas idéias de presente, mas tinha medo dela achar exagerado ou de menos no presente. Mas independente de todas as incertezas, lá estava eu.

Quando a vi, os olhos de jabuticaba eram ainda mais belos do que o visto pela internet, o sorriso maroto de mulher que quer ser criança me fez ter a certeza de que não estaria perdendo tempo naquela noite.

Eu tentando ser gentil e conseguindo ser estabanado, deixe-a escolher a mesa, o prato e pedimos vinho.

O papo foi bem gostoso, ela certa de suas palavras me hipnotizava com seus dizeres, com a forma de ver o mundo. Identificava-me muito com seus pensamentos, idéias e pouco a pouco, o vinho fazia a sua química e nos tornava mais solto para galgar degraus mais fundos em nossos sentimentos, desejos e vontades.

Tudo perfeito, boa comida, boa conversa, boa companhia, e iria acabar mais rápido do que esperava. Ao sair, sentíamos uma boa energia, uma sinergia havia sido criada e ela não queria acabar, mas tinha, amanha era outro dia, tínhamos que acordar cedo e ser consumidos pela nossa rotina que perto do que se passou em poucas horas parecia medíocre.

Descobri que morava no caminho da minha casa, então combinamos de pegar um taxi e rachar o valor até a casa dela, e de lá eu seguiria para a minha. Entramos no carro já estampado na cara a nossa sentença e quando paramos na frente do prédio dela, ela desceu, andou dois passos, virou-se e disse:

- Confias em mim?
- Sim, confio - respondi sem pestanejar
- Ok! Eu não confio ainda, mas desce e vamos conversar um pouco mais no meu apartamento.

Paguei o taxi e sai correndo. Antes de abrir o portão do prédio, ela virou-se olhou para mim, bem no fundo dos meus olhos e disse:

- Dê-me sua carteira, celular e chave de casa.

Assustei, mas respondi tateando as coisas em meus bolsos:

- Como? Porquê?
- Isso mesmo. Quero suas coisas. Eu disse que não confio em você, então quero que me dê suas coisas para ficarem comigo. Se for bom menino, levarão elas de volta contigo, senão, eu farei muito barulho, meus vizinhos vão aparecer e você vai sumir sem direito as suas coisas, e no mesmo instante vão voar lá de cima pela janela.
- Huumm.. Entendi - respondi dando razão a moça.

Saquei as coisas dos bolsos e entreguei a ela:

- Obrigado senhor, agora, eu vou subir e você sobe na seqüência. Isso é só para eu ter tempo de guardar tuas coisas, senão você poderá tomá-las de mim.
- Como? e como vou poder acreditar em ti? Vai me dizer o número errado de seu apartamento e eu vou ficar sem minhas coisas e com cara de bobo batendo na porta do apartamento errado.
- Tá bom - ela disse - Fique com minha bolsa. Não tem dinheiro, só meus documentos e celular. E ai, você me entrega quando entrar em minha casa.
- Combinado! - respondi admirado pela inteligência da garota.

Ela subiu, e eu subi na seqüência. Cheguei, a porta estava entreaberta. Fui entrando devagar apreciando todo o lugar que era bastante aconchegante e logo a encontrei saindo do quarto.

Sentamos no sofá cada um num canto, ainda tímidos, ainda receosos. Meu lado emocional queria beijá-la, fazer um carinho em seus cabelos perfumados, mas meu lado racional me mantinha parado, me sustentava na paciência e na esperança de estar fazendo o correto. Poderia passar a noite ali, dormindo até na mesma cama que ela que não iria tocá-la. Não sei se sem querer ou não, mas ouvi seu pé estalando, o qual já estava descalço deixando suas impressões quentes no piso.

Não pensei duas vezes e sentei de frente para ela, no chão, e meu rosto enrubesceu. Ela estava de saia! Não queria deixá-la envergonhada ou brava, então, virei de costas, encostei-me ao sofá e pus seu pé em meu colo e comecei a fazer massagem nele, mas antes mesmo de aplicar a primeira pressão naquele pezinho de princesa, ouvi:

- Hey! Não quero conversar com você de costas! Vire-se de frente para mim! e pode fazer massagem em meus pés assim.

- Desculpe - respondi cabisbaixo - Você está de saia e não gostaria que pensasse que eu sentei aqui para ver sua calcinha. Não tive essa intenção, só pensei em fazer uma massagem em seus pés.

- Tudo bem - ela respondeu com autoridade - Você vai sentar de frente e não vai olhar. Olhará ou em meus olhos ou em meus pés, mas nunca para minhas pernas ou minha calcinha. Se eu perceber que seus olhos olharam, você vai embora e nunca mais ouvirá falar de mim!

Concordei me ajeitei e iniciei a massagem em seus pés. As vezes percebia que ela acabava perdendo o foco da conversa, que estava curtindo a massagem então avancei beijando-os, e instaurando nosso diálogo em estalidos de beijos e uma respirações mais aceleradas. Seus pés passeavam pelo meu peito, meu rosto e minhas coxas, procurando retribuir o carinho que receberá.

Num surto, ela respirou fundo, tirou os pés de meu alcance e foi para o quarto pedindo para eu esperar ali mesmo. Voltou com algumas cordas, quatro pedaços e voltou-se a sentar na minha frente. Tentava ajeitar as cordas para poder utilizar mas começamos a brincar com elas e voltar a conversar mais ainda. Agora já contávamos nossas vontades, falando como se planejássemos os próximos encontros.

Em nossa brincadeira de cordas, mostravam a ela alguns nós, algumas coisas que achavam legais e quando ela começava a se entediar com aquilo, pediu para amarrar uma corda em cada extremidade, ou seja, nos pulsos e tornozelos para fazer uma brincadeira comigo.

Amarramos, e ela me levou para o quarto dela.
-Deite-se, precisa estar confortável - Eu já tinha certeza de que muita coisa iria rolar aquela noite, estávamos apenas começando e já esperava por ela me pedir para tirar minhas calças ou a camiseta. Ela amarrou as pontas nas extremidades da cama, foi até o armário e trouxe uma venda.

- Pronto! Agora está mais divertido pra gente conversar. Eu queria me trocar, não estava confortável para te deixar sozinho e solto pela minha casa.

Não consegui mais falar, tentava decifrar o que ela estava fazendo, como estava fazendo, prestando atenção nos barulhos e até no ar deslocado pelos movimentos. Quando percebi que ela sentou-se ao meu lado na cama, voltamos a conversar um pouco. Ela começou então a dizer suas regras, e eu tentei argumentar, concordar e acabei interrompendo-a. Então ela me mandou abrir bem a boca e colocou uma calcinha, ou alguma outra peça, em minha boca e disse:

- Agora sim, posso falar sem ser interrompida?

Só pude concordar balançando a cabeça em sinal de sim e ela continuou com sua doutrinação. Disse-me como tratava seus escravos, suas visões, vontades e necessidades.

Eu não me agüentava de tanto tesão e acho q percebendo isso, ela sentou em minha barriga, com as pernas abertas na lateral do meu corpo. Eu só podia imaginar que ela estava sentada ali, sem nenhuma peça intima, pois ela se encontrava em minha boca. Implorava mentalmente para que ela me fizesse algum carinho, ou me castigasse que me tocasse (e se isso acontecesse seria uma grande descarga elétrica), mas ela não fazia nada além de falar, me explicar tim tim por tim tim e perguntar se eu estava entendendo e prestando atenção.

Foi muito tempo, não sei quanto exatamente, mas me pareceu uma eternidade, ou pelo menos a noite toda. Não me enjoava de ouvir, mas ficava aguardando o momento em que alguma coisa iria acontecer. Torturava-me com a expectativa de algo aparecer e que na cabeça dela, parecia estar certo de que não ia mesmo acontecer. Se não estivesse impedido de falar, com certeza já teria dito para me desamarrar ou dito alguma coisa que estragaria tudo e toda a magia que criamos nesta noite.

Depois de esgotado todo o assunto e totalmente bem dito, ela parou, deve ter ficado me olhando, pensando no que estava fazendo ali. E eu imaginando que agora conheceria as garras da Dominadora, quando fria e secamente ela me disse:

- Pense em tudo o que eu lhe disse enquanto eu tomo um banho e volto logo.

Balancei a cabeça concordando, e ela tirou a calcinha da minha boca, dizendo que caso precisasse de algo, era só chamar que ela estaria me ouvindo.

Pensei mesmo sobre tudo o que ela disse sobre o que eu estava fazendo ali, sobre as minhas vontades e desejos perante as vontades e desejos dela. Ela tinha sido legal comigo, mas era também ela era rígida, tinha expectativas, e eu teria que bancar caso aceitasse ela e ela me aceitasse também.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo retorno dela, quando já estavam esgotados. Agora, mais cheirosa ainda, a pele sedosa tocou meu meus braços e pouco a pouco ela foi me desamarrando, e orientando para ir devagar, pois poderia estar dolorido.

Tirou-me a venda, e ela já estava de pijama, com carinha de sono pedindo praticamente para eu abandonar sua cama que agora ela iria deitar-se. Sentei na cama, agradeci e ouvi dizer:

- Muito bom para o nosso primeiro encontro! Agora preciso descansar. Quero que vá pra casa, pense em tudo que conversamos, eu também vou pensar, e depois conversaremos e veremos o que faremos.

Agradeci pela noite, peguei minhas coisas que estavam debaixo da cama e fui embora.

Fui embora muito mais feliz do que se tivesse feito mil e uma praticas bdsm e tivesse a feito gozar o tempo todo incansavelmente. Pois agora nos conhecemos bem, e precisamos ir devagar para construir uma base sólida para se aventurar nos topos mais altos, que nos fazem enxergar longe, que nos permite voar em nossos prazeres e compreender melhor como as coisas funcionam.

Estava também feliz, pois senti que consegui agradá-la, consegui me expressar bem e demonstrar quem eu sou. Feliz pela confiança que ela me deu ao me colocar em seu apartamento logo no primeiro encontro.

Não julgo se teremos um amor eterno, ou nem teremos um segundo encontro. Já valeu a pena por conhecer mais uma pessoa com os mesmo gostos desejos e anseios que os meus e com esta eu aprendi um pouco mais através de suas histórias e seus pensamentos.

Um dia rubro ou talvez mais

Quinta-feira
Minha rainha resolveu me passar um castigo. Me avisou que tinha enviado para o meu e-mail e ai começou a minha tortura. Estava trabalhando em um cliente, sem ter como acessar o meu e-mail (em vias normais). Não conseguia mais trabalhar, não conseguia me concentrar em nada, pois só pensava no que minha rainha havia preparado para mim.

Imediatamente iniciei minha pesquisa no Google: “Access blocked gmail”. Após uns 20 minutos, lá estava eu lendo o meu castigo e rezando para que a senha do meu gmail não tenha caído em público pelo site pirata que eu utilizei para o acesso.

Segue o e-mail da minha rainha:
Acordei pensando em vermelho. Pensei em comprar um carretel de cordas vermelhas que vi ontem no Mercado Público e também pensei em morangos. Ok. Então decidi que teu castigo seria vermelho...
Nada de escatologias, tá, não se assuste. O que eu quero é que você tire um dia para cultuar o vermelho, tanto na sua alimentação quanto nas suas roupas e tudo o mais que for possível. Sei que não tem como se vestir completamente de vermelho, mas quero pelo menos duas peças no tom rubro.
Comidas e bebidas só as de tons avermelhados por 24 horas. Eleja três alimentos e/ou frutas e legumes, e acostume-se com eles, cheire bastante, depois me passe os nomes. Vais precisar ter memória olfativa...
Por fim, aquele 'gran finale' que tua rainha sempre adora: masturbação. Porém, sabonete vermelho para tomar banho depois!

Sexta-feira

Quando li “pelo menos duas peças no tom rubro”, já saquei qual a idéia de minha rainha, ou melhor, a garantia de que sua ordem fosse cumprida. Pois mesmo que ela tivesse escrito para usar uma única peça vermelha, esta seria uma peça intima.

Às vezes, temos que apertar o “foda-se” e atropelar nossas inibições, principalmente quando a carência de aprontar grita alto (sim, fazia muito tempo que nada bdsm/fetichista/similar acontecia e eu estava sentindo muita falta). Então sai do trabalho mais cedo, passei em uma lojinha e adquiri uma calcinha vermelha, bem bonitinha. Como não gosto de lingerie vermelha, pequei uma vermelha bem escura, com pequenas bolinhas pretas, que deram um charme “putífero” ao visual.

Pensei em usar meias 7/8 vermelhas também, mas achei caras e não achei um ligueiro para fazê-las permanecerem esticadas na perna.

E esperei até a segunda-feira para cumprir meu castigo. Na segunda-feira seria mais divertido, até ousado, e principalmente porque eu poderia falar com minha rainha online durante o meu castigo.

Segunda-feira

Acordei excitado, e em cima da hora, então pus minha camiseta vermelha, minha calcinha vermelha, uma calça jeans e segui rumo ao trabalho.

A cabeça filtrava tudo que era vermelho. Interessante, mas conseguia filtrar tudo o que era vermelho e agora reparava cada detalhe vermelho. Desde uma pedra em um brinco até um carro vermelho passando na rua.

Fui à padaria, ia pegar um todinho para ir tomando rumo ao trabalho, mas não era vermelho, então mudei para um suco de morango.

Peguei o ônibus vermelho para ir ao trabalho! Cheguei no trabalho e apertei o botão do elevador que acendeu vermelho para mim.

Trabalhei e na hora de almoçar, fui para um restaurante por kilo a procura da comida vermelha! Achei Tomate e Beterraba e na hora não pude deixar de expressar um sorrisinho lembrando que depois eu iria ao banheiro e acabaria algo saindo vermelhinho também. Peguei arroz e joguei molho de macarrão por cima para também ficar vermelho.

Tive que me deslocar na hora do almoço, e tinha várias opções: Taxi, um ônibus cinza que chegaria mais rápido ao meu destino ou um ônibus vermelho que é mais lento, porém provavelmente iria sentado. Pelo sentado e pelo vermelho fui neste, mas como se todos estivessem também cumprindo um castigo, o ônibus estava cheio e eu passei quase uma hora em pé pensando na cor vermelha, olhando as pessoas, casas e carros vermelhos.

Cheguei com a calcinha encharcada, estava bem quente e combinado com as partes peludas, resultou que eu tive que ir ao banheiro para me secar, e não me agüentei ao me ver naqueles trajes, e comecei a me masturbar bem gostoso, suando ainda mais um pouquinho. A droga foi um mané entrar no banheiro cantando alguma canção, provavelmente de alguma cantora pop, em inglês sem saber falar inglês. Acabei perdendo a concentração para rir do infeliz e resolvi voltar ao trabalho.

Fiquei o tempo todo olhando no MSN esperando minha rainha ficar online. Só pelo simples fato de dizer a ela como eu estava, e imaginar que ela estaria gostando de ver seu escravo cumprindo o castigo, mas não aconteceu. Fiquei desanimado quando chegou as 18hrs e tive que ir embora sem falar com ela.

Fui para casa, e devido ao calor (e ao castigo) tive que ir até o supermercado (que fica 2 quadras de casa) comprar uma meia melancia. Era vermelha e acabou me dando água na boca quando no caminho pensei na janta vermelha e veio a imagem da melancia. Me senti uma Magali, comendo até ter a sensação, e quase o formato, de que a melancia inteira tivesse parado na minha barriga.

Fui tomar banho, e vi no banheiro diversos sabonetes começados e não teria justificativa para abrir mais um. Minha alternativa foi utilizar um creme vermelho/rosado que serviu para deixar tudo deliciosamente gostoso.

terça-feira
Acordei ainda como se não tivesse cumprido minha missão, pois não tinha ainda falado com minha rainha usando a calcinha vermelha. Queria contar e instigá-la a ter pensamentos libidinosos, então lá fui eu, putinha como sou, colocar a calcinha vermelha meio sujinha (mas putinha que é putinha num liga tanto pra sujeira) e parti para mais um dia de trabalho.

Desta vez, consegui falar com minha rainha e foi bem divertido. Tenho certeza de que ela adorou saber que eu estava do jeito que ela gosta, e principalmente eu estava daquele jeito por ela e para ela.

Adoro estes castigos de um dia inteiro da minha rainha, pois me fazem esquecer dos pequenos problemas que me incomodam. Fazem com que eu saia da rotina massacrante do dia a dia e tenha prazer, mesmo que um prazer diferente, incomodo, mas isso me gera um prazer duplo em realizar e depois em contar, relatar como as coisas aconteceram, imaginando a carinha de satisfação de minha rainha.