segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Laura & Bruno

Laura foi criada já sabendo que fora adotada, pois seus pais biológicos não tinham condições de criá-la. Laura não tinha revolta ou qualquer outro sentimento ruim pela sua condição, ela foi sempre amada e respeitada por toda a família.
Mas isso permitiu com que Laura se apaixonasse pelo primo Bruno sem peso na consciência, pois não eram primos biológicos e por isso passavam longe do pecado do incesto. Além de que já passavam dos vinte e tantos anos e tinham os seus próprios narizes.
Mãe de Laura só se deu conta do que estava acontecendo quando o coração de Laura já pertencia a Bruno. Talvez pela vida noturna de Laura, talvez pela grande carga de trabalho da mãe, mas quando a mãe viu os dois se beijando entrou em pânico, gritou, e enfurecida ela mandou Laura e Bruno para o quarto para uma conversa séria.
A notícia veio como uma pequena moeda, atirada da estratosfera certeiramente na cabeça dos dois, que devida à força da gravidade, peso e aceleração atravessaria um corpo com a mesma facilidade de que a faca quente atravessa a margarina. Laura era fruto de um caso extraconjugal do pai de Bruno com uma vizinha que já havia se mudado há vários anos. Eles eram irmãos,e não poderiam deixar que ninguém soubesse da história, pois a separação dos pais de Bruno era certa caso fosse descoberta a traição. Logo o amor de Bruno por Laura seria impossível.
Bruno então perdeu o amor, transformou-se em um freqüentador de puteiro e discoteca afim de sexo fácil e descompromissado. Nunca conseguiu se apaixonar por uma garota criou por trás da imagem de “pegador” um medo por novamente decepcionar-se imensamente como já ocorrido.
Laura tornou-se lésbica, tamanho ódio pelo pai biológico e tamanho amor pelo rapaz. Fez-se acreditar que homens são ruins e encontrou nas mulheres o seu prazer e refugio. Seu pai biológico é para ela somente o reprodutor, e tinha neste a imagem de um monstro.