quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Kiss meu pé

Já que ela tinha ido passar o feriado no Rio de Janeiro ele resolveu ir até os bares que ela costumava freqüentar. Foi fácil descobrir observando as fotos, textos, recados e comunidades do Orkut. A missão era bisbilhotar sobre a vida daquela que sonhava em ser sua Domme. Para ele, aquilo era uma "medida de precaução apenas", pois estava cansado de se meter em frias. Sua idéia, era de procurar por algumas pessoas que apareciam nas fotos do seu álbum online.

Chegou cedo no bar, ainda tinha mais garçons que clientes. Aproveitou para tomar uma cuba libre e perguntar para os garçons e bartenders se eles conheciam a menina dos cabelos multicoloridos. O tempo foi passando a noite foi ficando mais agitada e logo ele encontrou um dos seres que já esteve presente nas fotos.

O papo começou praticamente direto no assunto, afinal ele não estava ali para perder tempo, mas acabou deixando o rapaz ressabiado e dificultando o papo. Até o instante que uma cara de pavor instaurou-se na cara dele. Era nada mais nada menos do que ela adentrando ao bar. Ele sabia que ela só retornaria depois do ano novo! Ou pelo menos foi isso o que interpretou em algum e-mail trocado dias antes.

Ele teve que despistar, e acabou saindo pela tangente direto para o banheiro afim de procurar um alivio e tempo para articular uma desculpa, uma saída ou não.

Quando saiu, de nada adiantou o seu plano. Ela já estava próxima da porta do banheiro e quando o viu, começou a gritar, xingá-lo e a gritar pelos seguranças. Quando eles se aproximaram, falou que ele tinha lhe passado a mão, falado besteiras e agarrado a força.

Isso acabou tirando-o do sério que então começou a gritar chamando-a de louca, mas o resultado foi ele levando sob uma chave de braço, quase sufocado para o escritório do bar. Lá o segurança prendeu-o a uma cadeira e falou que ia ficar ali até a polícia chegar e levá-lo.

Logo a moça entrou, disse que não precisava chamar a policia, disse que queria somente conversar com ele e depois poderia colocá-lo para fora do bar. O segurança entendeu e falou que iria ficar aguardando do lado de fora da porta.

Sua primeira palavra foi um tapa na cara, ao mesmo tempo em que começamos a ouvir a banda tocar alguma balada antiga do kiss, que se seguirão com mais uns verbos depreciativos, tais como filho da puta, viado e idiota. Ele, depois de provar o sangue da boca cortada ele pediu desculpas, disse que estava muito interessada nela e por isso tinha ido procurar saber mais dela. Ele não queria aprontar com ela, ou sacaneá-la. Somente conheçê-la,

A humilhação dela era muito grande. O segurança ouvia tudo do lado de fora e ria imaginando a tamanha braveza da moça. Ele não conseguia se justificar, a cada palavra era interrompido por mais humilhação, mais coisas eram lhe dito e fazia se sentir o pior dos piores.

Pouco a pouco, a raiva diminuiu, o tom de voz abaixou, mas a grosseria ainda era mantida. Sentou-se na mesa, virou a cadeira de frente para ela e ficou encarando-o por alguns instantes. Um olhar sério e bravo, que fez com que ele começasse a se lamentar, a pedir desculpas, a praticamente implorar para que ela não deixasse de trocar e-mails e permitisse que continuassem se conhecendo. Parecia até que iria começar a chorar a qualquer momento.

Um estalo do salto batendo no chão cortou o discurso piedoso do rapaz e o pé veio direto a boca dele. Ele, como bom escravo, meia palavra, ou o simples gesto lhe bastava. E começou a se dedicar ao pé dela, beijando, lambendo e aproveitando o seu ultimo recurso para se redimir. Ela só disse que aquele era o melhor uso para aquela boca e que a boca era talvez a única coisa de útil nele.

As palavras não lhe doíam mais, o alivio era sentir aquele pézinho delicado em sua boca e ver sua calcinha sob a saia curta. Quando ela se sentiu mais relaxada, e seu pés um pouco babados, esfregou-os na camiseta dele, pôs o salto de volta ao pé e escreveu o seu telefone em um bilhetinho.

Pôs o bilhetinho no bolso dele, deu-lhe outro tapa, não tão pesado, na cara e saiu falando para ele ligar para ela na segunda-feira. Já com a maçaneta da porta na mão, olhou para trás, sorriu, piscou o olho e saiu como se tivesse lavado a alma.

Ele foi colocado para fora e foi para casa dormir. Afinal segunda-feira teria que chegar logo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sobre carros e algo mais

Adoro o horário de verão! É possível fazer uma caminhada depois de um dia estressante e voltar pra casa cansado e ainda com o céu claro. E foi num dia extremamente estressante que eu resolvi fazer uma corrida e acabei longe de casa e sol já tinha se posto. Cansado, suado e com a cabeça um pouco mais aliviada, parei em frente a uma loja da Porsche para admirar um pouquinho com os carros. Eu não era o único, outras pessoas e até pais que traziam seus filhos para verem de perto os lindos carros dos filmes americanos faziam aquilo parecer um evento. Eu admirava como admiraria uma bela mulher, observando as curvas, cada detalhe, imaginando o cheiro e o carinho no ego que uma belezinha daquelas iria me proporcionar.

Fui tirado de meu transe pelo "Ei!" de uma mulher em um carro azul escuro que parou bem atrás de mim. Fui caminhando até o carro e os traços daquele carro e uma pequena acelerada , me fez ter a certeza de que era um Porsche em um modelo muito similar aos da vitrine. Airam era uma loira de cabelos curtinhos e corpo magro e foi tão direta que me desconcertou sem me dar tempo para pensar:

- Porque ficar olhando quando se pode dar uma volta em uma? Entre aqui, eu te levo para um passeio.

Expliquei minha situação. Estava suado, fedido e isso não iria combinar com os bancos de couro. Ela riu, e disse para não me preocupar, isso alguém resolveria amanha quando o carro fosse para o lava-jato.

Pulei para dentro do carro e começamos a dar um passeio pelas redondezas, o papo era tímido e difícil ao mesmo tempo, pois tentava imaginar o quão sofisticado era a vida daquela mulher que falava super bem (até apostei que ela era jornalista, escritora ou similar), mas as aparências me enganaram e ela se demonstrou uma pessoa muito legal e simples.

Eu em meu minimalismo apreciava e elogiava até os tapetes do carro que eram perfeitos. O sistema de som que era uma perfeição audiófila e tornou ainda mais belas aquelas canções italianas talvez espanholas, não sei... só sei que quando me dei conta, estávamos quase do outro lado da cidade e a conversa fluía bem.

Até que ela me perguntou se eu queria dirigir "esta belezinha". Respondi que sim sem nem pensar no risco de bater o carro ou mesmo de fazer um mísero risco na lataria que já iria me custar vários salários. Só que ela iria me deixaria dirigir com uma condição: irem para um motel para eu tomar um banho e se divertir um pouco.

Agora, as coisas que pareciam estranhas para mim e não faziam sentido estavam se encaixando. Logo o medo ascendeu. Como podia uma mulher bonita, dona de um Porsche pegar um qualquer na rua e levá-lo pro motel? Mas logo veio o alívio. Ela jurou que não iria fazer nada que eu não quisesse, nadinha mesmo. Acho que inebriado pelo cheiro do Porsche, e duvidando das capacidades daquela mulher, tomei a decisão de aceitar.

Entramos em uma suíte muito legal, provavelmente cara, e eu timidamente fui direto para a banheira e Airam simplesmente sentou-se na cama, cruzou as pernas, apoiou-se em um dos braços esticados e ficou olhando. Perdi o rumo, fiquei sem saber o que fazer até que ela me deu a ordem dizendo para tirar logo a roupa que não teria nada demais em me ver nú.

Depois do banho, ela abriu uma bolsa que havia trazido e eu não tinha visto e tirou de dentro alguns pedaços de corda.

- Coloque os braços para trás. Ela disse em um tom doce e eu retruquei proporcionalmente:

- O que você vai fazer?

- Nada que você não queira.

- Mas como sabe o que eu quero?

- Não sei, é só você me dizer o que não quer e eu não farei.

E com esta resposta ela começou a trançar as cordas em meus pulsos.

- Airam, o que vai fazer? Perguntei temeroso.

- Não sei. Não tenho roteiros pré-fabricados. Não sei o que vai me dar vontade de fazer quando ver você amarrado. Mas já disse, não vou fazer nada que você não quer. Ou se preferir, paramos por aqui e vamos embora, mas eu vou dirigindo!

Minha cabeça? Estava pirando, já não sei se tinha vontade de dirigir o tal carro ou se queria fugir. Mas a idéia de continuar e ver até onde aquilo iria estranhamente me excitava e me dava frio na barriga. Estava amarrado e bem imobilizado. Era notável a destreza dela com as cordas, com certeza nada novata.

Um chicote pulou de dentro da bolsa e logo começou a acariciar minhas nádegas passando as tiras de forma carinhosa pelas costas até que veio o primeiro impacto. Leve. Calei-me acreditando que não passaria disso, e junto com as próximas chicotadas vieram algumas sensações boas, arrepios, coisas totalmente inexplicáveis que só mesmo aquela situação irreprodutível me causaria. Só pedi para parar quando senti minhas nádegas arderem e ouvia Airam ofegante e prontamente fui atendido.

Recompomo-nos e ainda amarrado fui parar no chão. Com os pés dela em minha boca, me obrigando a beijá-los. Quando comecei, vi seus olhos fecharem, a cabeça reclinar para trás e ouvi um leve gemido. Foi o suficiente para me incendiar e fazer-me ter ainda mais vontade de beijar aqueles pés. Nunca tinha visto tal cena, nem imagina ser possível alguém ter tanto prazer com uns beijinhos (e beijões) nos pés. Até que de surpresa ela tirou os pés de minha boca... me encarou com um olhar fixo e extremamente sério... lentamente deslizou o corpo ainda mais para a beirada da cama deixando a saia subir e me deixando perfeitamente entre suas coxas...e largou-se na cama observando tudo através do espelho do teto.

Saímos os dois com cara de bobos do motel, eu por estar dirigindo um carro, ou melhor, um Porsche e ela? Bem, talvez por eu tentar de tudo ao menos uma vez.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Loja de departamentos

Lá estava eu, na porta de uma loja de departamentos com uma missão a ser cumprida, um celular no bolso e uma calcinha socada não me deixando esquecer quem eu era.

Na noite anterior, minha rainha tivera uma idéia que considerei muito interessante e divertido para ambos então combinamos de colocá-la em prática já no dia seguinte exatamente as 14hs. Faltava ainda 10 minutos então resolvi passear pelas sessões masculinas para matar o tempo.

Como tinha tempo, fiquei observando as vendedoras, afinal eu ia precisar de uma, e observando para selecionar uma que seria interessante para o que se seguiria. Foi fácil perceber que elas trabalham em "zonas" (no duplo sentido), mas as vendedoras da sessão masculina não atendem em outra área. E mais interessante ainda é que as meninas da sessão de roupa íntima feminina eram as mais bonitinhas.

Estava chegando à hora, então segui para a sessão mais bela da loja (no duplo sentido tmb) e procurei uma vendedora mais tímida e séria. Cheguei com um bom sorriso no rosto e logo fui pedindo ajuda para comprar umas lingeries e ela se dispôs com um sorriso maior ainda. Pedi um segundo pra ela e liguei para minha rainha. Somente falei: - Já estou aqui, pode falar? E já passei o celular para a vendedora que pegou ele meio desajeitado e logo começou a ficar vermelha e balançar a cabeça positivamente. Os seus olhos estavam sempre voltados para o chão e por duas vezes ela me olhou com um sorriso tão maroto que eu que fiquei vermelho.

Não sei quais foram exatamente as palavras de minha rainha ou qual o tom da conversa, mas as coisas estavam saindo como tínhamos pensado.

Eu só sei que ela ia pedir a vendedora para me ajudar a comprar roupas intimas para mim, coisas bem sexy, pois ela estava já cansada de ver eu usando as roupas dela e estava na hora de eu comprar as minhas próprias roupinhas. Também tínhamos combinado que seria 1 conjunto de calcinha e sutiã, alguma coisa diferente como um ligueiro ou um corselete com meias 7/8 e uma camisola para dormir.

E dai, começamos a caminhar pela sessão olhando as peças a vendedora -Vanessa- foi muito legal comigo, e acredito que ela estava se divertindo com a situação. Uma hora ela me perguntou se ela era minha namorada ou namorada. Disse que era namorada, então quando ela via uma bela peça, ela pegava e logo me perguntava: - O que achas desta? Será que sua namorada vai gostar?

Até que eu acabei ficando na dúvida e falei triste que era uma pena não poder experimentar antes para saber se realmente ia ficar bom. Ela deu mais uma olhada bem nos meus olhos com um sorriso maroto que me fez mais uma vez ficar vermelho e disse: - Sua namorada tinha me pedido se era possível, eu vou dar um jeitinho. Ela pegou uma sacola própria da loja para colocar as peças e levar para o provador e começou a colocar as coisas lá dentro. Foi legal, porque ninguém via o que tanto eu tinha na sacola, mas ainda ia ter que enfrentar a temível moça do provador.

Quando já estava com a sacola bem cheinha, a Vanessa mesmo falou que já estava na hora de irmos para o provador. Antes de chegar no provador, ela contou as peças que tinham na sacola e quando chegou no provador masculino, só falou para a moça que controlava a entrada e saída das roupas: -9 peças! A moça me deu a plaquinha e as duas ficaram conversando, enquanto eu me deliciava experimentando tantas roupinhas bonitas.

Fui separando as que ficaram legais, provei uma por uma, curtindo o visual no espelho e ficando extremamente excitado imaginando o que iria fazer com minha rainha usando as roupinhas.

Quando sai, as duas ainda estavam conversando. A moça do provador já me olhava com uma cara de safada, quase rindo da minha cara.

Saímos do provador, e dividimos as lingeries que eu ia ficar em outra sacola e as que eu não ia ficar, Vanessa já deu um jeito de entregar para o pessoal da devolução no mostruário. Quando ela estava voltando, eu liguei mais uma vez para minha rainha. Falei que tinha terminado e ela pediu para falar mais uma vez com a Vanessa.

Agora minha rainha pediu para ela descrever o que eu estava levando e ficava perguntando se ela achava que eu ia ficar bem. Agora era eu que ria da vendedora, dela tendo que explicar, detalhar as peça e ainda ter que me imaginar usando-as. Vanessa ficou desconsertada durante todo o tempo que falava com minha rainha, acho q ela não gostou muito desta tarefa, mas eu achava divertido.

Quando terminamos, agradeci a Vanessa, que não estava lá muito amiga, e fui para a fila do caixa. No caixa, foi tranqüilo, e quando estava saindo com a sacola de roupa, Vanessa veio até mim, agradeceu por ter escolhido-a, me deu um abraço tímido e deixou um cartão da loja com o nome na frente e atrás o número do celular dela. E ela se justificou: - Quando precisar comprar mais coisas, me ligue, ou se precisar de alguma outra coisa, fique a vontade, adorei te conhecer.

Fiquei de queixo caído! Não esperava esta reação. E agora eu fico olhando o cartão dela e pensando do que ela estaria afim?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hipnose erótica

Estava um pouco distante pois estava aprontando. Passei os dias testando programas que faziam a leitura de textos gerando arquivos de áudio. É muito fácil achar bons programas que leêm arquivos em inglês, mas para português é bastante complicado e escasso.
Depois de achar um bom programa, a segunda parte foi escrever. Ouvir alguns audios de hipnose, ler alguns livros e consolidar em um script. Um roteiro para induzir alguem ao estado hipnótico.
E a ultima parte, foi juntar os arquivos de audio gerado pelo leitor de texto, com arquivos musicais e o resultado está aqui !


Descrição:
Este é o primeiro audio, gerado em critério de teste. ele inclui uma indução por contagem regressiva e um teste de levitação dos braços.

Duração: 29:09
Formato: MP3
Tamanho do arquivo: 26,6 MB
Qualidade: 128 Kbps
Efeitos sonoros: audio em estéreo, com musica indiana de fundo.

Aqueles que ouvirem, testarem o arquivo, por favor, me envie comentários descreva como foi. Se os retornos forem positivos, logo logo teremos arquivos mais interessantes.
Também se quiserem enviar sujestões para os próximos audios, seria interessante.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Hipnose erótica, relaxamento e i-doser ou minhas curiosidades

Abrindo as caixas das minhas coisas que vieram da casa de minha mãe, encontrei uma fita K7 com marcas da remoção da identificação da fita. Tudo isso para ninguém desconfiar do que eu estava aprontando. Juntei com um walkman e as pilhas da máquina fotográfica e fui para o quarto re-lembrar da fita. Fechei as cortinas, desliguei os telefones, pluguei o fone de ouvido, deitei na cama e comecei a ouvir e re-lembrar todos os detalhes da velha fita que ouvi dezenas de vezes.
Há alguns anos eu venho pesquisando sobre hipnose e tentando conjugar esta técnica com BDSM. Descobri que existem diversas HipnoDommes ao redor do mundo, diversas delas vendem áudios pela internet que levam à experiências interessantes e algumas só possíveis através de hipnose.
De pão-duro que sou, nunca gastei um centavo comprando estes áudios, mas consegui alguns exemplares bem cotados no meio.Ouvi alguns uma meia-duzia de vezes, mas nunca tive um êxito no objetivo final ao qual o arquivo se propunha. Cheguei muitas vezes perto, mas a linha é muito tênue e qualquer deslize me fazia cair fora do transe. O fracasso, eu atribuo ao meu cérebro, pois tinha que me concentrar no inglês. No processo de tradução, não conseguia deixar no automático e sempre que isso acontecia, o pensamento derivava e eu não compreendia mais nada do que estava sendo falado.
Até hoje, não encontrei um mísero áudio em português de hipno-dominação. Tenho cadastrado no meu Google alerts, diversas palavras relacionadas, e nunca recebo um alerta verdadeiro. Já li relatos (em português) e contos sobre hipnose, e sei que é possível. Muitos vão discordar e achar que sou doidinho, mas também não como é pregado na mídia, onde o hipnotizado faz tudo e um pouco mais do que o hipnotizador mandar. E sim, é perigoso, tem seus riscos e deve ser feito com cautela e por gente experiente.
Nesta onda de pesquisas (Santo Google!), acabei descobrindo o i-doser, um sistema que diz simular os efeitos de muitas drogas, e situações através dos headphones. Lá fui eu, o todo curioso, downloads, leituras e vamos experimentar. Fiquei com receio depois de ver alguns vídeos no Youtube (Google de novo?), estou ouvindo alguns, mas ainda não tive nada além de bons relaxamentos. Não me atraiu muito, pois você ouve somente ruídos, oscilações de áudio, nada parecido com musica ou com uma voz suave e sexy mandando você relaxar.
O que precisamente me atraí nisso tudo? As possibilidades de estar amarrado, imóvel sem necessariamente estar amarrado, a anulação de sentidos como a audição e o tato, que são difíceis de serem privados 100% e a castidade ou o controle do orgasmo pela dominadora de forma que basta ela dizer "seja um bom garoto" e o orgasmo acontece.
O "exercício de relaxamento" como dizia já nos primeiros instantes da fita K7 trouxe à tona as lembranças de 14 ou 15 anos quando descobri aquela fita K7. "Relaxe! Solte-se e sinta-se em um estado profundo de relaxamento" as palavras foram entrando em minha mente e fui relaxando, me entregando e me submetendo as ordens daquela voz. Ao terminar, cerca de 60 minutos depois, despertei bem relaxado, me sentindo bem e alegre. Hoje, tenho certeza que a forma e técnicas da fita é a mesma das hipnodommes e o exercício de relaxamento é uma boa hipnose, que comigo funciona muito bem. Na época que descobri a fita não sabia o que era submissão, bdsm, femdom, e toda a sopinha de letras gringas que formam esse universo, mas adorava ouvir aquela fita e me deixar ser controlado.
Ainda continuo procurando uma hipno-domme que fale o bom português para me levar a lugares jamais imaginados. Prefiro que seja alguém real, que possa conhecer e ter confiança em me entregar e deixar acontecer e longe do Google, que até agora não conseguiu me hipnotizar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Selo Reina Bloggera

Rá! uma pessoa daquelas que você admira à distância, lendo posts, bisbilhotando (de leve) a vida da pessoa e derrepente ela me deu este selo. Não imaginava que a admiração era reciproca. fiquei muito feliz em receber este. Obrigado Miss Tery ! E saiba que se não tivesse ainda recebido o selo, era pra ti que ele iria :)



Segue os 5 blogs que valem a pena pra caralho !

:: http://ladyvulgata.blogspot.com

:: http://niinalibertina.blogspot.com

:: http://entregaesubmissao.blogspot.com

:: http://pinkythekinky.com

:: http://princesasubmissa.blogspot.com

Auto (conhecimento) Bondage


Sozinho por algumas noites resolvi praticar um pouco de self-bondage. Na primeira noite, eu amarrei um pedacinho de linha numa chave e na outra ponta uma colher. Coloquei a chave dentro de um copo grande de água e apoiei a colher na parte de cima do copo para deixar a chave suspensa e bem no meio do copo. Congelei.
Na segunda noite, foi o dia de brincar. Comecei me vendando e improvisando uma mordaça com um lenço e fita adesiva. Usando algumas cordas com nós indestrutíveis, eu amarrei minha cintura, meus pulsos e os tornozelos, e usei um cadeado - cuja chave estava no gelo - para trancar tudo e passar horas curtindo o "estado" de amarrado.
O gelo estava comigo, próximo, e não podia deixá-lo fugir. As duas horas a seguir, foram extremamente introspectivas. No começo estava adorando, achando boa a sensação, a imaginação rolava solta pensando em coisas que poderiam me acontecer se uma domme estivesse ali comigo, eu imóvel a mercê dos caprichos de uma rainha. Seria muito bom! Destas idéias, os pensamentos divagaram pouco a pouco para os problemas do meu ato... e se me desse dor de barriga? Se me der uma câimbra? E se alguém viesse me procurar? Ou se tivesse um ataque do coração? Uma cobra venenosa entrasse no quarto e me picasse? E se o prédio desabasse? (é, descobri neste momento que tenho uma mente fértil!). Então veio um leve pânico. Já estava acreditando que o gelo só iria se derreter ao amanhecer, eu iria passar a noite naquele estado. Comecei a sentir dor nos braços e nos pulsos. Tentei me soltar, mas eu tinha puxado bem nos nós e cada vez que eu puxava, mais apertava os nós. Quando o gelo se derreteu, tombei de lado, pesquei a chave com as mãos e alguns minutos depois, estava livre.
Não gostei da experiência, consegui relaxar e curtir por muito pouco tempo. A sensação de incapacidade e insegurança foi nada agradável. Tanto que ao terminar, estava brochado e sem nem vontade de tocar uma punhetinha.
Valeu à pena experimentar, mas a responsabilidade é muito grande. Responsabilidade que eu prefiro deixar nas mãos de uma domme presente, como muitas vezes já fiz, e até passando muito mais tempo do que passei sozinho preso.
Pensando agora, nesse pequeno relato, acho que sou do tipo que precisa de estímulos, de exibição. As coisas não são essencialmente pela pura vontade de estar amarrado, mas sim, de ser amarrado, de não ter o controle e não somente no bondage mas qualquer outra prática dificilmente vai funcionar comigo sozinho, sem alguém para mandar ou impor suas vontades.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sorria! você está sendo fotografado

Queria falar sobre duas coisas em uma: Coragem e Criatividade
Estas duas palavrinhas me veem a mente quando vejos (e revejo por diversas vezes) o ensaio da Leticia (http://ltsensual.blogspot.com/2010/09/leticia-de-assis-voltar.html).
Coragem de quebrar o sistema, de além de se expor sem ganhar um tostão, quebrar o paradigma da beleza magricela e ossuda a qual somos bombardeados a cada respiro. Passa a ser mais bonito ainda por ser algo que não se vê todo dia e que carrega outras belezas junto à isso, que extrapola os limites da beleza física. Uma destas é a beleza da proximidade: de ser uma realidade mais próxima do nosso dia-a-dia é uma mulher que leva uma vida cheia de problemas como todos nós, que tem contas para pagar e tem que se preocupar em como vai pagá-las. Outra beleza é a da simplicidade: poses simples, nada de roupas carissimas, nem lugares paradisíacos, é a capacidade de espremer do local, do fotografo e "do que tem pra hoje" e isso acaba sendo belo.

A criatividade conjunta de modelo e fotógrafo, em criar fotos muito bonitas, efeitos bacanas nas fotos e poses bonitas. destaco esta foto do post, que achei incrível! diferente e lindissima! Achei também criativa a confusão criada nas fotos, ora mostrando a dominadora, ora mostrando a submissa e ora mostrando a total-baunilha e criando confusão (gostosa) na cabeça de muitos que observam.

Digo que sempre aprendo muito com ela, e acompanhando todo este ensaio, lotei mais um caminhãozinho de aprendizado que carregarei comigo para sempre.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Unhas


Hoje, passando pela mesa de uma amiga de trabalho, vi ela digitar com unhas compridas, um trabalho ardiloso e bastante barulhento. Já logo meus pensamentos perverteram a situação e passei a imaginar castigos estando com unhas compridas:
* tentar uma masturbação prazerosa.
* Escrever um post neste blog com unhas compridas
* mandar SMS para a rainha de 10 em 10 minutos
* escrever uma carta com caneta
* tomar banho (sem se arranhar)
* Fazer pequenos furinhos nas unhas e usar uma linha e amarrar os dedos de diversas posses e formas

Bem, como não tenho unhas compridas, nem posso andar por ai de unhas compridas, logo pensei na possibilidade de usar unhas postiças para cumprir castigos e depois removê-las. E com esse pensamento ainda disse para minha amiga de trabalho com cara de admirado pela sua proeza com as unhas compridas no teclado: "Qualquer dia eu vou por unhas postiças só para saber o quanto é dificil digitar assim" Ela riu e eu fui embora, claro que ela deve ter me achado um pouquinha mais maluquinho, mas nem faz idéia das minhas vontades e pensamentos...

... e será que é possível colar os dedos com a cola da unha postiça ?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Num quarto de hotel

Ele se trancara em um quarto de hotel, a qual prendia o seu corpo, mas não sua cabeça, que passeava por Passárgada. Desejando aquela que já conhecia bem virtualmente e agora desejava aprender a lidar com os seus caprichos.

Enquanto navegava pelo mar virtual, ancorou-se em uma página diferente com um texto pra lá de interessante, e pouco as pouco as imagens foram tomando os pensamentos dele e se formando em belas cenas, que dançavam na sua imaginação. Pouco a pouco, ele passa a vicenciar a cena extrapolando o texto e experimentando um novo mundo onde as sensações, cheiros, cores, gostos e toques são criados e quando ele se dá por si, está em outro universo.

Aquela Mulher, com uma maquilagem que lhe saltava os olhos, em belas botas e um vestido preto curtinho em vinyl com cordões trançados na lateral que denunciava a ausencia de qualquer peça intima, fazia suas unhas de felina invadir o seu íntimo, redesenhando o seu corpo, ditando-lhe as palavras a serem repetidas em uníssono. Ela agora controla a sua fome, a sua sede e a sua angústia. Os seus sentidos latejam. Ela tateia, domina e mordisca-lhe a sua intimidade. Um mimo a mais que Aquela Mulher lhe permite.

Ela guia os seus passos e ele, indefeso, se entrega em seus braços e se permite levar, sabedor de que ela, mais do que ele, conhece os passos que ele deve tomar. Ela dita os seus rumos. Um exercício que ele deve seguir para ser feliz ao lado dela na precisa medida que ela deseja.

Ela lhe escurece a sua visão num ensaio que causa arrepios a ele. Parece-lhe uma nova harmonia que sufoca e contagia. O seu sexo, lateja preso à cueca, clamando por um ar de liberdade enquanto os dedos dela eletrocutavam a sua pele com toques precisos, por vezes se permitia um leve toque do lábio, de sua língua, da sua sede, Avidamente, ele se entrega ao deleite daquela Dama.

E como era bela aquela Dama! Como ela sabia se permitir conhecer as potencialidades daquele que a ela se oferecia e que, por ela, se deixava controlar.

Em alguns poucos momentos, de sua escolha naturalmente, ela lhe permitia, o suave contato das suas pernas. Ora em seu rosto, ora em seu sexo. Permitia o toque dos dedos daquele homem em sua intimidade, acendia-lhe o fogo. E controlava este fogo em brasa. Tinha um objetivo claro, qual seja o seu prazer, e por ele, tatuar-se no corpo e na mente daquele homem. Ser servida por ele. Ter a tranqüilidade do sono relaxante enquanto a ele cabia a vigília.

Mas até lá, havia tempo. E este tempo era determinado pelo seu prazer. Pela relação harmoniosa de que se sabe dominadora. E de quem se sabe dominado.

Passeou em cima d’aquele Homem, enquanto ele se embriagava com cada gota do seu sexo na língua d’aquele Homem. Ela o levanta, leva-o até a cadeira. Senta-se em seu colo, mexe os seus quadris, esbofeteia-lhe o rosto, as coxas até deixar as suas nádegas expostas. E observa aquele minusculo botão de intimidade que empinado suplica atenção.

Ela não pestaneja em Levantar-se, ir ao quarto e retornar. E com golpes sutis invade-lhe a sua intimidade com força, com vontade. Ela continua a sua lição. Desta vez, ela vai ao quarto, pega o seu chicote predileto, a sua cinta liga, Veste-se e oferece aquele mastro artificial à boca d’aquele Homem. Ele prontamente a obedece enquanto ela massageia as suas nádegas com o chicote.

Logo se entedia e o amarra à cadeira e lhe oferece o tratamento devido. A sua crueldade consiste em não deixar explícito o prazer d’aquele Homem. Só quando ela o permitir. Ela se coloca à frente d’aquele Homem, tira as ultimas peças, expõe os seus seios, ele a devora. Ela goza freneticamente e finalmente, ela permite o gozo daquele homem e oferece-lhe uma ultima tarefa, passar toda aquela noite dormindo ao seu lado, com um pedacinho do céu d’aquela, em sua intimidade. Ele lhe agradece e ela lhe oferece o sofá, ao lado do seu lado preferido da sua cama. Ele esboça um sorriso. Orgulhosa da obediência d’Aquele Homem, ela o repreende. Mais do que aceitar, ele compreende a mensagem que se encontra naquele olhar. E ele, estático ao seu lado, vê o dia amanhecer cuidando do sono d’aquela mulher.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Diferente em tudo ou BDSM Matrix

Introdução
Das histórias ouvidas no mundo, resultou-se nesta história, nada bdsm ou totalmente bdsm ?
Depois de ler, me diga se BDSM não é como matrix, você precisa engolir a pilula vermelha e se libertar para poder ver/sentir/curtir as coisas fora da esfera do mundo controlado por Matrix.

Historia
Ela já não se permitia ter prazer, conseguia anular o prazer de ter-lhe o corpo beijado pela angustia da marca molhada de saliva que ficava pelo corpo, ou pela imaginação de uma boca que a beijava ser igual às bocas nojentas que via em seu trabalho. Ele já chegara a duvidar se ela realmente gozava com ele ou se somente fingia por culpa de alguma outra anulação. Ele é Hedonista e curioso ao extremo, do tipo que acaba pagando pra ver, ou melhor, pra sentir. E sem tabus, tem vontade de experimentar até algumas pequenas insanidades, mas que devido à anulação dela, a tantos "nãos" que ouviu dela enquanto buscava explorar o prazer no seu corpo nu, acabou encontrando na internet e em suas mãos o alívio que precisava para continuar a vida. Na Internet via até sites de prostitutas imaginando pagar pelos serviços só para ter certeza de que os "nãos" ouvidos não faziam parte do seu carma, mas nunca havia tido a coragem de investir seu rico dinheiro em tal façanha pelo amor e a crença de que isso não seria correto e também por acreditar que poderia mandar pela descarga todo o amor construído com ela.
Um dia, voltando de viajem, ele chegou em casa e descobriu a casa em uma penumbra típica de uma casa vazia, mas logo que fechou a porta, ouviu lá do quarto ela gritando para ele ficar onde estava, pois tinha uma surpresa para ele. Mandou-o virar de frente para a porta e não olhar para trás em nenhuma hipótese e se ele resolvesse olhar, iria acabar tudo ali mesmo.
Logo ele sentiu um lenço tampando-lhe a vista e tornado o ambiente gótico em pura escuridão, ele imaginava que ela estaria levando-o para o quarto para mostrar alguma blusa nova que comprou, ou um jogo de lençóis novos que acabou de esticar na cama.
Passeou pela casa, deu voltas e voltas até ter a certeza de que ele não sabia onde estava e pelo trajeto, foi arrancando-lhe as roupas e quando restava somente “A” peça intima, aproveitou para brincar um pouco com o moço, roçando-lhe o corpo em suas partes intimas, passando a mão e vendo a peça tomar forma e volume.
Em um golpe firme, com as mãos nos ombros dele, ela empurrou-o e viu o seu coração saltar a boca dele que não esperava pelo susto nem pela aterrissagem em lençóis de cetim.
Ela com uma voz de ordem mandou-o subir na cama e ajeitar-se melhor, e ele agora sabia do que se tratava e prontamente se esparramou pela cama a espera do prazer. Mas hoje o prazer era dela!
Aquele corpo, tomado por uma outra alma, beijou o corpo dele e logo foi entregando suas intimidades para ele. Sentou na cara dele, sufocando-o com sua deriére, tornando obrigatório manter sua boca no lugar e satisfazê-la enquanto ela não resolvesse sair de cima dele. E foi somente quando não ele agüentava mais, prestes a explodir, que ela saiu de cima. Os cabelos dele já não eram os mesmos, enquanto ele se lambuzava no meio das pernas dela, ela acabou por descontar em seus cabelos a fúria do prazer que lhe era cedido.
Mandou então ele se ajoelhar na cama, e colocar os braços para trás e com algum outro tecido, ou uma meia-calça, amarrou. Agora ele teria que beijar o corpo dela, onde ela indicasse com o dedo, sem usar as mãos e deveria beijar até descobrir onde ela indicava com o dedo.
Só depois de muito tempo, que ele descobriu que os dedos dela passeavam pelos lençóis e ele procurava por algo que não estava lá, não havia dedo, não havia objetivo, e ele já beijara todo o corpo daquela mulher que se derretia pela cama.
Agora ela pedia para mordiscar, beijar, chupar onde ele quisesse, e ele o fez com cuidado de dar-lhe somente beijos secos, ainda com receios das limitações dela, sem lhe causar nojos, e ela pedia mais intensidade, mais vontade e pouco a pouco ele foi beijando, molhando, mordendo, e ela, aproveitando cada toque, cada arrepio, se permitindo o prazer, curtindo aquilo que era dela, e ninguém poderia lhe tirar.
Ele, achando que poderia intensificar as coisas ainda mais, se deteve ao lugar que ele mais gostava de beijá-la, novamente explorando com a língua todo e qualquer espaço que pudesse ser tocado, buscando (e encontrando) o ponto máximo do prazer para ela. Ela tentou até fazê-lo beijar outras partes, mas ela captou o recado que isso somente iria acontecer depois que tivesse um, ou mais, orgasmos.
Então, se entregando ao capricho daquele homem, ela deitou-se confortavelmente, esparramou os braços e relaxou as pernas e esperou pela pequena morte, que veio intensa, voraz e a fez visitar os céus, tocar as estrelas e retornar para os lençóis muito tempo depois.
Ele também caiu de lado, com a boca toda melada e a língua cansada e um sorriso no rosto de poderoso e satisfeito.
Ela, depois de recuperada, limpou a boca dele, e passou o restante do tempo beijando, enquanto ele ainda não acreditava naquilo, pois ela acabara de deixar de lado outro de seus nojos, de beijá-lo sujo, com aquilo que provinha dela mesmo. Para ela agora, o gosto era algo tão fútil comparado ao prazer de beijá-lo, de senti-lo que passou a ser mais saboroso que chocolate caro.
Mas enquanto estavam curtindo e esperando o mundo voltar a sua normalidade. Ele permanecia rígido, e aguardava pelo finalmente, pelo prazer que ele tanto almejava.
Ela, diferente em todos os sentidos, conversou delicadamente e conseguiu convencê-lo a ficar sem gozar aquele momento, pois ela estava exausta para alguma coisa. E ele, sem notar que estava sendo dobrado, aceitou e gostou.
Já sabia ela que aquilo iria virar imploração, e passou a ser algo desejado por ela. Queria vê-lo implorando por um prazer e paparicando ela de todas as formas para conseguir um mísero gozo. Assim, ela também conseguiria tirar dele algumas coisas além do prazer, talvez uma jóia nova.
Havia aqui outra mudança, pois ela agora gostava de ser bajulada, de ser venerada e de ter um homem implorando por ela e sentia naquilo o ego inflado e a auto-estima alta por saber que alguém nesse mundo a desejava e dependia dela para ser feliz.
Enfim, ela conseguiu em pequenas mudanças, se livrar dos sofrimentos e fazer destes o seu prazer. Ela virou o jogo da vida e escapou das armadilhas da vida rindo e dando espaço ao prazer.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

1o. Encontro

Encontrei este texto perdido em meu HD. Começei lendo-o e lembro que na epoca que escrevi não gostei e por isso ficou no Mundo Perdido dos Monstrinhos. Hoje, relendo-o gostei muito, e espero que todos gostem :)
Quem gostar comenta aeee !

Passei o dia com borboletas no estomago, concentrava-se na medida do possível no trabalho e qualquer segundo vago fazia minha cabeça ser inundada pelas dúvidas, incertezas, medos e discursos pré-fabricados para serem aplicados diante dela.

Combinamos de nos encontrar no restaurante que ela sugeriu. Eu tive que seguir direto do trabalho para lá. Melhor assim, ou sofreria ainda mais com a tensão pré-encontro. Tinha que levar algo para ela, sempre tive boas idéias de presente, mas tinha medo dela achar exagerado ou de menos no presente. Mas independente de todas as incertezas, lá estava eu.

Quando a vi, os olhos de jabuticaba eram ainda mais belos do que o visto pela internet, o sorriso maroto de mulher que quer ser criança me fez ter a certeza de que não estaria perdendo tempo naquela noite.

Eu tentando ser gentil e conseguindo ser estabanado, deixe-a escolher a mesa, o prato e pedimos vinho.

O papo foi bem gostoso, ela certa de suas palavras me hipnotizava com seus dizeres, com a forma de ver o mundo. Identificava-me muito com seus pensamentos, idéias e pouco a pouco, o vinho fazia a sua química e nos tornava mais solto para galgar degraus mais fundos em nossos sentimentos, desejos e vontades.

Tudo perfeito, boa comida, boa conversa, boa companhia, e iria acabar mais rápido do que esperava. Ao sair, sentíamos uma boa energia, uma sinergia havia sido criada e ela não queria acabar, mas tinha, amanha era outro dia, tínhamos que acordar cedo e ser consumidos pela nossa rotina que perto do que se passou em poucas horas parecia medíocre.

Descobri que morava no caminho da minha casa, então combinamos de pegar um taxi e rachar o valor até a casa dela, e de lá eu seguiria para a minha. Entramos no carro já estampado na cara a nossa sentença e quando paramos na frente do prédio dela, ela desceu, andou dois passos, virou-se e disse:

- Confias em mim?
- Sim, confio - respondi sem pestanejar
- Ok! Eu não confio ainda, mas desce e vamos conversar um pouco mais no meu apartamento.

Paguei o taxi e sai correndo. Antes de abrir o portão do prédio, ela virou-se olhou para mim, bem no fundo dos meus olhos e disse:

- Dê-me sua carteira, celular e chave de casa.

Assustei, mas respondi tateando as coisas em meus bolsos:

- Como? Porquê?
- Isso mesmo. Quero suas coisas. Eu disse que não confio em você, então quero que me dê suas coisas para ficarem comigo. Se for bom menino, levarão elas de volta contigo, senão, eu farei muito barulho, meus vizinhos vão aparecer e você vai sumir sem direito as suas coisas, e no mesmo instante vão voar lá de cima pela janela.
- Huumm.. Entendi - respondi dando razão a moça.

Saquei as coisas dos bolsos e entreguei a ela:

- Obrigado senhor, agora, eu vou subir e você sobe na seqüência. Isso é só para eu ter tempo de guardar tuas coisas, senão você poderá tomá-las de mim.
- Como? e como vou poder acreditar em ti? Vai me dizer o número errado de seu apartamento e eu vou ficar sem minhas coisas e com cara de bobo batendo na porta do apartamento errado.
- Tá bom - ela disse - Fique com minha bolsa. Não tem dinheiro, só meus documentos e celular. E ai, você me entrega quando entrar em minha casa.
- Combinado! - respondi admirado pela inteligência da garota.

Ela subiu, e eu subi na seqüência. Cheguei, a porta estava entreaberta. Fui entrando devagar apreciando todo o lugar que era bastante aconchegante e logo a encontrei saindo do quarto.

Sentamos no sofá cada um num canto, ainda tímidos, ainda receosos. Meu lado emocional queria beijá-la, fazer um carinho em seus cabelos perfumados, mas meu lado racional me mantinha parado, me sustentava na paciência e na esperança de estar fazendo o correto. Poderia passar a noite ali, dormindo até na mesma cama que ela que não iria tocá-la. Não sei se sem querer ou não, mas ouvi seu pé estalando, o qual já estava descalço deixando suas impressões quentes no piso.

Não pensei duas vezes e sentei de frente para ela, no chão, e meu rosto enrubesceu. Ela estava de saia! Não queria deixá-la envergonhada ou brava, então, virei de costas, encostei-me ao sofá e pus seu pé em meu colo e comecei a fazer massagem nele, mas antes mesmo de aplicar a primeira pressão naquele pezinho de princesa, ouvi:

- Hey! Não quero conversar com você de costas! Vire-se de frente para mim! e pode fazer massagem em meus pés assim.

- Desculpe - respondi cabisbaixo - Você está de saia e não gostaria que pensasse que eu sentei aqui para ver sua calcinha. Não tive essa intenção, só pensei em fazer uma massagem em seus pés.

- Tudo bem - ela respondeu com autoridade - Você vai sentar de frente e não vai olhar. Olhará ou em meus olhos ou em meus pés, mas nunca para minhas pernas ou minha calcinha. Se eu perceber que seus olhos olharam, você vai embora e nunca mais ouvirá falar de mim!

Concordei me ajeitei e iniciei a massagem em seus pés. As vezes percebia que ela acabava perdendo o foco da conversa, que estava curtindo a massagem então avancei beijando-os, e instaurando nosso diálogo em estalidos de beijos e uma respirações mais aceleradas. Seus pés passeavam pelo meu peito, meu rosto e minhas coxas, procurando retribuir o carinho que receberá.

Num surto, ela respirou fundo, tirou os pés de meu alcance e foi para o quarto pedindo para eu esperar ali mesmo. Voltou com algumas cordas, quatro pedaços e voltou-se a sentar na minha frente. Tentava ajeitar as cordas para poder utilizar mas começamos a brincar com elas e voltar a conversar mais ainda. Agora já contávamos nossas vontades, falando como se planejássemos os próximos encontros.

Em nossa brincadeira de cordas, mostravam a ela alguns nós, algumas coisas que achavam legais e quando ela começava a se entediar com aquilo, pediu para amarrar uma corda em cada extremidade, ou seja, nos pulsos e tornozelos para fazer uma brincadeira comigo.

Amarramos, e ela me levou para o quarto dela.
-Deite-se, precisa estar confortável - Eu já tinha certeza de que muita coisa iria rolar aquela noite, estávamos apenas começando e já esperava por ela me pedir para tirar minhas calças ou a camiseta. Ela amarrou as pontas nas extremidades da cama, foi até o armário e trouxe uma venda.

- Pronto! Agora está mais divertido pra gente conversar. Eu queria me trocar, não estava confortável para te deixar sozinho e solto pela minha casa.

Não consegui mais falar, tentava decifrar o que ela estava fazendo, como estava fazendo, prestando atenção nos barulhos e até no ar deslocado pelos movimentos. Quando percebi que ela sentou-se ao meu lado na cama, voltamos a conversar um pouco. Ela começou então a dizer suas regras, e eu tentei argumentar, concordar e acabei interrompendo-a. Então ela me mandou abrir bem a boca e colocou uma calcinha, ou alguma outra peça, em minha boca e disse:

- Agora sim, posso falar sem ser interrompida?

Só pude concordar balançando a cabeça em sinal de sim e ela continuou com sua doutrinação. Disse-me como tratava seus escravos, suas visões, vontades e necessidades.

Eu não me agüentava de tanto tesão e acho q percebendo isso, ela sentou em minha barriga, com as pernas abertas na lateral do meu corpo. Eu só podia imaginar que ela estava sentada ali, sem nenhuma peça intima, pois ela se encontrava em minha boca. Implorava mentalmente para que ela me fizesse algum carinho, ou me castigasse que me tocasse (e se isso acontecesse seria uma grande descarga elétrica), mas ela não fazia nada além de falar, me explicar tim tim por tim tim e perguntar se eu estava entendendo e prestando atenção.

Foi muito tempo, não sei quanto exatamente, mas me pareceu uma eternidade, ou pelo menos a noite toda. Não me enjoava de ouvir, mas ficava aguardando o momento em que alguma coisa iria acontecer. Torturava-me com a expectativa de algo aparecer e que na cabeça dela, parecia estar certo de que não ia mesmo acontecer. Se não estivesse impedido de falar, com certeza já teria dito para me desamarrar ou dito alguma coisa que estragaria tudo e toda a magia que criamos nesta noite.

Depois de esgotado todo o assunto e totalmente bem dito, ela parou, deve ter ficado me olhando, pensando no que estava fazendo ali. E eu imaginando que agora conheceria as garras da Dominadora, quando fria e secamente ela me disse:

- Pense em tudo o que eu lhe disse enquanto eu tomo um banho e volto logo.

Balancei a cabeça concordando, e ela tirou a calcinha da minha boca, dizendo que caso precisasse de algo, era só chamar que ela estaria me ouvindo.

Pensei mesmo sobre tudo o que ela disse sobre o que eu estava fazendo ali, sobre as minhas vontades e desejos perante as vontades e desejos dela. Ela tinha sido legal comigo, mas era também ela era rígida, tinha expectativas, e eu teria que bancar caso aceitasse ela e ela me aceitasse também.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo retorno dela, quando já estavam esgotados. Agora, mais cheirosa ainda, a pele sedosa tocou meu meus braços e pouco a pouco ela foi me desamarrando, e orientando para ir devagar, pois poderia estar dolorido.

Tirou-me a venda, e ela já estava de pijama, com carinha de sono pedindo praticamente para eu abandonar sua cama que agora ela iria deitar-se. Sentei na cama, agradeci e ouvi dizer:

- Muito bom para o nosso primeiro encontro! Agora preciso descansar. Quero que vá pra casa, pense em tudo que conversamos, eu também vou pensar, e depois conversaremos e veremos o que faremos.

Agradeci pela noite, peguei minhas coisas que estavam debaixo da cama e fui embora.

Fui embora muito mais feliz do que se tivesse feito mil e uma praticas bdsm e tivesse a feito gozar o tempo todo incansavelmente. Pois agora nos conhecemos bem, e precisamos ir devagar para construir uma base sólida para se aventurar nos topos mais altos, que nos fazem enxergar longe, que nos permite voar em nossos prazeres e compreender melhor como as coisas funcionam.

Estava também feliz, pois senti que consegui agradá-la, consegui me expressar bem e demonstrar quem eu sou. Feliz pela confiança que ela me deu ao me colocar em seu apartamento logo no primeiro encontro.

Não julgo se teremos um amor eterno, ou nem teremos um segundo encontro. Já valeu a pena por conhecer mais uma pessoa com os mesmo gostos desejos e anseios que os meus e com esta eu aprendi um pouco mais através de suas histórias e seus pensamentos.

Um dia rubro ou talvez mais

Quinta-feira
Minha rainha resolveu me passar um castigo. Me avisou que tinha enviado para o meu e-mail e ai começou a minha tortura. Estava trabalhando em um cliente, sem ter como acessar o meu e-mail (em vias normais). Não conseguia mais trabalhar, não conseguia me concentrar em nada, pois só pensava no que minha rainha havia preparado para mim.

Imediatamente iniciei minha pesquisa no Google: “Access blocked gmail”. Após uns 20 minutos, lá estava eu lendo o meu castigo e rezando para que a senha do meu gmail não tenha caído em público pelo site pirata que eu utilizei para o acesso.

Segue o e-mail da minha rainha:
Acordei pensando em vermelho. Pensei em comprar um carretel de cordas vermelhas que vi ontem no Mercado Público e também pensei em morangos. Ok. Então decidi que teu castigo seria vermelho...
Nada de escatologias, tá, não se assuste. O que eu quero é que você tire um dia para cultuar o vermelho, tanto na sua alimentação quanto nas suas roupas e tudo o mais que for possível. Sei que não tem como se vestir completamente de vermelho, mas quero pelo menos duas peças no tom rubro.
Comidas e bebidas só as de tons avermelhados por 24 horas. Eleja três alimentos e/ou frutas e legumes, e acostume-se com eles, cheire bastante, depois me passe os nomes. Vais precisar ter memória olfativa...
Por fim, aquele 'gran finale' que tua rainha sempre adora: masturbação. Porém, sabonete vermelho para tomar banho depois!

Sexta-feira

Quando li “pelo menos duas peças no tom rubro”, já saquei qual a idéia de minha rainha, ou melhor, a garantia de que sua ordem fosse cumprida. Pois mesmo que ela tivesse escrito para usar uma única peça vermelha, esta seria uma peça intima.

Às vezes, temos que apertar o “foda-se” e atropelar nossas inibições, principalmente quando a carência de aprontar grita alto (sim, fazia muito tempo que nada bdsm/fetichista/similar acontecia e eu estava sentindo muita falta). Então sai do trabalho mais cedo, passei em uma lojinha e adquiri uma calcinha vermelha, bem bonitinha. Como não gosto de lingerie vermelha, pequei uma vermelha bem escura, com pequenas bolinhas pretas, que deram um charme “putífero” ao visual.

Pensei em usar meias 7/8 vermelhas também, mas achei caras e não achei um ligueiro para fazê-las permanecerem esticadas na perna.

E esperei até a segunda-feira para cumprir meu castigo. Na segunda-feira seria mais divertido, até ousado, e principalmente porque eu poderia falar com minha rainha online durante o meu castigo.

Segunda-feira

Acordei excitado, e em cima da hora, então pus minha camiseta vermelha, minha calcinha vermelha, uma calça jeans e segui rumo ao trabalho.

A cabeça filtrava tudo que era vermelho. Interessante, mas conseguia filtrar tudo o que era vermelho e agora reparava cada detalhe vermelho. Desde uma pedra em um brinco até um carro vermelho passando na rua.

Fui à padaria, ia pegar um todinho para ir tomando rumo ao trabalho, mas não era vermelho, então mudei para um suco de morango.

Peguei o ônibus vermelho para ir ao trabalho! Cheguei no trabalho e apertei o botão do elevador que acendeu vermelho para mim.

Trabalhei e na hora de almoçar, fui para um restaurante por kilo a procura da comida vermelha! Achei Tomate e Beterraba e na hora não pude deixar de expressar um sorrisinho lembrando que depois eu iria ao banheiro e acabaria algo saindo vermelhinho também. Peguei arroz e joguei molho de macarrão por cima para também ficar vermelho.

Tive que me deslocar na hora do almoço, e tinha várias opções: Taxi, um ônibus cinza que chegaria mais rápido ao meu destino ou um ônibus vermelho que é mais lento, porém provavelmente iria sentado. Pelo sentado e pelo vermelho fui neste, mas como se todos estivessem também cumprindo um castigo, o ônibus estava cheio e eu passei quase uma hora em pé pensando na cor vermelha, olhando as pessoas, casas e carros vermelhos.

Cheguei com a calcinha encharcada, estava bem quente e combinado com as partes peludas, resultou que eu tive que ir ao banheiro para me secar, e não me agüentei ao me ver naqueles trajes, e comecei a me masturbar bem gostoso, suando ainda mais um pouquinho. A droga foi um mané entrar no banheiro cantando alguma canção, provavelmente de alguma cantora pop, em inglês sem saber falar inglês. Acabei perdendo a concentração para rir do infeliz e resolvi voltar ao trabalho.

Fiquei o tempo todo olhando no MSN esperando minha rainha ficar online. Só pelo simples fato de dizer a ela como eu estava, e imaginar que ela estaria gostando de ver seu escravo cumprindo o castigo, mas não aconteceu. Fiquei desanimado quando chegou as 18hrs e tive que ir embora sem falar com ela.

Fui para casa, e devido ao calor (e ao castigo) tive que ir até o supermercado (que fica 2 quadras de casa) comprar uma meia melancia. Era vermelha e acabou me dando água na boca quando no caminho pensei na janta vermelha e veio a imagem da melancia. Me senti uma Magali, comendo até ter a sensação, e quase o formato, de que a melancia inteira tivesse parado na minha barriga.

Fui tomar banho, e vi no banheiro diversos sabonetes começados e não teria justificativa para abrir mais um. Minha alternativa foi utilizar um creme vermelho/rosado que serviu para deixar tudo deliciosamente gostoso.

terça-feira
Acordei ainda como se não tivesse cumprido minha missão, pois não tinha ainda falado com minha rainha usando a calcinha vermelha. Queria contar e instigá-la a ter pensamentos libidinosos, então lá fui eu, putinha como sou, colocar a calcinha vermelha meio sujinha (mas putinha que é putinha num liga tanto pra sujeira) e parti para mais um dia de trabalho.

Desta vez, consegui falar com minha rainha e foi bem divertido. Tenho certeza de que ela adorou saber que eu estava do jeito que ela gosta, e principalmente eu estava daquele jeito por ela e para ela.

Adoro estes castigos de um dia inteiro da minha rainha, pois me fazem esquecer dos pequenos problemas que me incomodam. Fazem com que eu saia da rotina massacrante do dia a dia e tenha prazer, mesmo que um prazer diferente, incomodo, mas isso me gera um prazer duplo em realizar e depois em contar, relatar como as coisas aconteceram, imaginando a carinha de satisfação de minha rainha.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Planeta & Vida

Um ano é o periodo que o planeta dá uma voltinha em torno do Sol, ou seja, depois de 365 dias ou 8760 horas ou 525600 minutos, tudo volta ao mesmo lugar, começa novamente o ciclo como se fosse o primeiro, como se o espaço a ser percorrido nunca antes havia sido e nem rastro é deixado.
Dentro deste planeta que gira infinitamente, nunca temos um ponto zero, ao qual sempre retornamos, estamos sempre avançando, avançando e usamos o final dos ciclos somente para pensar em mudar o rumo, pensar em não mais dar voltas em torno de um "sol", que nos é bom ao nos dar claridade e é ruim ao proporcionar um cancer de pele ou uma queimadura.
Andamos em uma linha do tempo unica, que leva o nada a lugar nenhum e nunca permite nem chegar perto ao passado ao futuro, indo contra ao conceitos do planeta que é andar sempre em circulos, preso à gravidade.

As vezes, a vida vai contra os conceitos do planeta e permite que ciclos se repitam. Já fez um ano que conheci minha rainha, algo que ocorreu em torno da 2a. quinzena de Fevereiro de 2009, fiquei encantado com ela, com a maneira como via a vida, com a maneira que tratava a mim como submisso. No dia 06 de Março recebi o primeiro castigo dela "um dia verde", ou seja, um dia comendo só comidas verdes.

Eis que o ciclo recomeça, minha rainha, recém terminado um relacionamento, voltou a ser a minha rainha, há muito tempo ela havia mudado, muitas dificuldades, problemas e tristezas que fizeram ela ter muitas preocupações, hoje, conversando com ela, senti como se novamente estivesse de volta ao mesmo lugar, ao mesmo doce clima de um ano atrás.
Acredito que ela não tenha percebido, mas hoje, ela me passou um castigo muito similar ao de um ano atrás, só que agora é "um dia vermelho", comendo e vestindo vermelho.

diferente do circulo planetário, nós fizemos rastros, deixamos marcas e todas elas boas lembranças e aprendizados. Aprendi muito com minha rainha, muito sobre BDSM, mas mais ainda sobre a vida, amigos, amor, trabalho muita coisa que vou levar comigo o resto da vida, muita coisa que me fez me tornar uma pessoa melhor, e compreender melhor um monte de questões que meu cérebro nerd-lógico não entendia direito.

Sei que ela também aprendeu alguma coisa comigo, mas sempre gostei de ouvir ela falando dos problemas, as vezes, eu só ouvia, as vezes, "matava a pau" outras eu perguntava, perguntava e perguntava para faze-la refletir. Espero ter sido útil, ajudado-a ou pelo menos ser a valvula de escape nos momentos difíceis.

pode acabar meu encoleiramento, pode acabar o que for, mas a nossa amizade e respeito multuo é inacabável.

Voltamos ao nosso ciclo, recomeçamos ainda melhor, nos veremos ainda mais e curtindo nosso fetiches e prazeres cada vez mais e melhor.

Agradeço a minha rainha por este ano, pelos bons e mals momentos que passamos, agradeço a paciencia que teve comigo, a tolerancia que teve sempre nao pude cumprir com minhas viagens para vê-la ou com alguma tarefa que ela me impunha.

Obrigado, e beijus a seus pés e strap.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Laura & Bruno

Laura foi criada já sabendo que fora adotada, pois seus pais biológicos não tinham condições de criá-la. Laura não tinha revolta ou qualquer outro sentimento ruim pela sua condição, ela foi sempre amada e respeitada por toda a família.
Mas isso permitiu com que Laura se apaixonasse pelo primo Bruno sem peso na consciência, pois não eram primos biológicos e por isso passavam longe do pecado do incesto. Além de que já passavam dos vinte e tantos anos e tinham os seus próprios narizes.
Mãe de Laura só se deu conta do que estava acontecendo quando o coração de Laura já pertencia a Bruno. Talvez pela vida noturna de Laura, talvez pela grande carga de trabalho da mãe, mas quando a mãe viu os dois se beijando entrou em pânico, gritou, e enfurecida ela mandou Laura e Bruno para o quarto para uma conversa séria.
A notícia veio como uma pequena moeda, atirada da estratosfera certeiramente na cabeça dos dois, que devida à força da gravidade, peso e aceleração atravessaria um corpo com a mesma facilidade de que a faca quente atravessa a margarina. Laura era fruto de um caso extraconjugal do pai de Bruno com uma vizinha que já havia se mudado há vários anos. Eles eram irmãos,e não poderiam deixar que ninguém soubesse da história, pois a separação dos pais de Bruno era certa caso fosse descoberta a traição. Logo o amor de Bruno por Laura seria impossível.
Bruno então perdeu o amor, transformou-se em um freqüentador de puteiro e discoteca afim de sexo fácil e descompromissado. Nunca conseguiu se apaixonar por uma garota criou por trás da imagem de “pegador” um medo por novamente decepcionar-se imensamente como já ocorrido.
Laura tornou-se lésbica, tamanho ódio pelo pai biológico e tamanho amor pelo rapaz. Fez-se acreditar que homens são ruins e encontrou nas mulheres o seu prazer e refugio. Seu pai biológico é para ela somente o reprodutor, e tinha neste a imagem de um monstro.