terça-feira, 28 de julho de 2009

Você vai ver só

- Esta é a melhor Rainha que um sub pode ter - disse a plenos pulmões julgando inflar o ego de minha dona que estava ao meu lado na mesa junto com amigos. Foi o resultado da falta de sangue na corrente alcoólica. Todos os presentes haviam ouvido e sabiam do que se tratava, outros das mesas vizinhas ouviram também, mas provavelmente não sabiam do que falávamos. Danem-se! Como muitos não me deram ouvidos, prossegui somente para os próximos.

- Vocês não sabem o quão prazeroso é servir esta mulher; me orgulho de ter em suas mãos minha guia, minha vida e minha servidão.

Eu olhava nos olhos dela enquanto colocava pra fora meus sentimentos de submisso e, quando terminei, ela só abaixou a cabeça, alcançou o canudo em seu copo sem o auxilio das mãos, deu um longo trago e, ao levantar a cabeça, já não era a mesma mulher. Telepaticamente me veio uma frase como uma doce retaliação: "você vai ver só".

- Acho que deveria ser mais cruel. Sou muito boazinha contigo. Sabes que não gosto destas declarações em público. Sabes que gosto da discrição e do bom senso! - Me falou com toda a delicadeza de uma bigorna, sem assustar ninguém que estava à mesa.

- Desculpas! - falei quase numa única silaba e já colocando o rabo entre as pernas, reconhecendo a merda que tinha feito.

Passado o incidente, uma película de gelo instaurou-se entre mim e minha Rainha; e ela sumiu aos meus olhos, me deixando aflito e preocupado. Procurei seu companheiro de casa e ele, antes mesmo de dizer algo sobre minha querida, me deu um sermão bastante direto e bem humorado como lhe é típico.

Encontrei-a no bar, conversando com um rapaz que fazia o tipo bobinho, sem muitas qualidades. Deveria estar ali sozinho porque provavelmente a moça da internet não compareceu ao encontro. Aproximei e interceptei a conversa que só me fez ter certeza das minhas conclusões remotas sobre o rapaz.

Achei que havia derretido o gelo entre nós. Ela me abraçou e me apresentou o moço, mas não me deixou ficar na conversa. Entregou-me a sua comanda e disse para ir pagando, pois estava cansada e queria ir embora. A fila estava grande, uma grande mesa tinha resolvido sair naquele mesmo instante. Porém ordens são ordens e eu fiquei plantado na fila até pagar. Busquei sua bolsa na mesa, me despedi de todos e voltei ao balcão do bar.

O bobinho levantou-se também e saiu conosco, conversando no caminho sobre publicidade... dirigiu-se junto ao carro e eu fui ficando indignado com a impertinência do sujeito. Até que minha Rainha quebrou todo o meu brio.

- Ele vai conosco. Pule pro banco de trás.

Eles prosseguiram conversando e eu tentei me inserir no debate por duas vezes sem muito sucesso. Só me restou analisar a arquitetura catarinense pela janela do carro.

Chegamos ao apartamento de minha Rainha e, para maior infelicidade minha, ele subiu também. Já tínhamos tudo planejado para aquela noite e nela não estava incluído um ser estranho.

Fui para o computador no quarto; estava triste e bravo, mas deixei minha deusa com o bobinho. Deixei eles conversando com a certeza que logo alguém ia sentir sono e ir embora.

Fui tirado do meu mundo virtual quando Ela entrou no quarto e ordenou que abaixasse as calças. Livrei-me do computador e, permanecendo ainda sentado, fiz como ordenado. Tentei perguntar se o bobinho ainda estava lá e ela me disse que iria me deixar amarrado para eu me divertir um pouco enquanto despachava o outro. Empolguei-me e deixei me amarrar na cadeira. Estava bem preso, como se ela soubesse que eu imploraria para sair de lá tão logo.

O tempo passou o suficiente para me deixar a pele das coxas arrepiadas de frio. Tentava ouvir o que eles falavam, observava os barulhos, mas não conseguia traduzir nenhuma palavra, somente os barulhos de copos, o ranger do couro do sofá de alguém que se ajeitava e depois disso alguns estalidos e murmúrios que traduzi em beijos. Quanto mais tinha certeza de que muito próximo a mim rolava uma pegação, mais me fervia o sangue. Estava incrédulo com a situação e, se não estivesse amarrado, ia sentar a mão na cara do cidadão, pois já tinha esquecido minha condição de submisso. Estava completamente tomado pela possessão, pelo instinto de posse de MINHA Rainha.

Os protagonistas entraram, então, no quarto, se beijando e se jogando na cama. Eu protestei, perguntando o que estava se passando e o porquê dela estar fazendo isso.

Ele fazia de conta que eu não existia e Ela arrancou a calcinha sob a saia, me empurrando boca adentro. Um pedaço que sobrou da corda ela passou pela minha boca, contornando a cabeça em algumas voltas e amarrando de forma ágil e forte.

- Fique quieto! E aprecie... – foram suas únicas palavras dirigidas a mim.

As roupas começavam a furtar-se dos corpos e ela fazia questão de jogar em cima de mim, me ridicularizando, fazendo me sentir como um pobre mancebo. Sim, estava mesmo como um mancebo, pois vê-la perdendo as roupas e seus gemidos, me provocaram "um apoio" para pendurar roupas.

Quando vi aquele ser de cueca, tive enjôo, virei a cabeça e me desliguei do ambiente, comecei a observar detalhes do bordado da saia de minha rainha, via como a linha passava por entre as miçangas, a ordem das cores e como formavam o desenho em uma única linha; mas fui interrompido por Ela.

- Porque não quer nos ver, Monstrinho? Está distante, né? Contemple o prazer de tua Rainha. O prazer sem o desprazer de ser denunciada em público!

Só pude acenar negativamente, enquanto o bunda-branca-peluda me olhava com escárnio e humilhação. Mas ela tinha a solução.

- Já que não vais nos observar, melhor mesmo só nos ouvir. Assim não deixará ninguém intimidado.

Agora, vendado, não tinha como me desligar do que acontecia no quarto. Não conseguia pensar em nada ouvindo... e somente ouvindo... aquela sinfonia sexual. Aquilo me deixou mais revoltado, irritado e, como diria Severin em A Vênus das Peles, “tomado por aquela angústia de morte”.

Aquilo sim estava sendo torturante, mais ainda porque ela não lhe impunha a condição de submisso. Estava disputando com o insosso quem era mais voraz e Ela gostava! Será que não amava mais seu escravo? Será que depois daquele dia eu seria descartado? Chutado para fora do coração da Rainha...

Sabia o que acontecia a todo instante, podia decifrar a posição que estavam e o que estavam fazendo. Meus ouvidos me proporcionavam imagens mentais, os cheiros me davam o ar de realidade que me faltava para acreditar e a pressão das cordas me marcando e deixando meus braços doloridos me davam a certeza de não estar em um sonho.

O tempo quando não pode ser contado, quando não se tem uma referência qualquer, custa a passar. E pensar no tempo é ainda pior. Não sabia se já estava amanhecendo ou se ainda estávamos na calada da noite. Só sabia que eles ainda estavam a trepar. Em alguns momentos eles paravam e eu temia que eles adormecessem e me deixassem lá preso. Estava cansado e muito dolorido; queria ser liberto.

Estava tão perturbado pela situação que não pensei no que fazer quando ela me soltasse, ou o que dizer. Mas quando o ouvi se vestindo e dizendo que iria embora, fiquei aliviado.

A porta da sala fechou e ela veio diretamente para o quarto. Fez barulho de quem procurava algo e passou-me a coleira pelo pescoço. Tirou-me a venda e foi me desatando, ainda me deixando amordaçado, pois sabia que eu iria lhe fazer milhões de acusações e questionamentos. Quando meus braços voltaram a ter forças e ensaiei levantar, ela puxou a coleira, deitou-se na cama, abriu as pernas, deixando a camisola escorregar pelas coxas e disse:

- Tire esta mordaça e não diga palavra! ...E mostre que és melhor que aquele tolo!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Parabéns por viver seu Lado B


Foi assim que eu felicitei os meus colegas de twitter praticantes do BDSM hoje. Ok, datas comemorativas são meros pretextos pra várias coisas, porém eu tenho a visão que sempre servem para nos lembrar da importância do motivo que "reserva" aquele momento especial de reflexão. Por que hoje? Dia 24/7...

Vivenciar uma relação BDSM 24 horas, 7 dias da semana é o que muitos adeptos têm como o supra-sumo de uma relação entre dominador e submisso, por isso é escolhida a data 24/7 (leia-se vinte e quatro por sete). Uma relação assim significa que o (a) submisso (a) fica completamente à disposição da dominatrix (ou dominador). Em contrapartida, a domme (ou dom) precisa ampliar o seu repertório para que a prática não caia na rotina - assim como todo casal normal.

Na prática e em minha opinião, o BDSM 24/7 é utópico, mesmo nos moldes de consensualidade. Não porque seja crime, como alguns blogs publicaram hoje...(tsc tsc), mas porque somos bichos sociais e é impossível ter uma relação assim a não ser que convivamos apenas com praticantes do BDSM ou com pessoas completamente livres de preconceitos (o que, convenhamos, não seriam bem humanos, se assim fossem). Além disso, muitas relações BDSM plenas, como é o meu caso, possuem alguns impedimentos como tempo, estado civil e distância. E antes que atirem mil pedras na Mistress aqui, estou apenas sendo franca e expondo minha visão da coisa, com o mínimo de hipocrisia - proposta deste blog desde o início.

Sadomasoquistas não são menos nem mais do que ninguém, não são melhores ou piores, são diferentes, no sentido de serem diferenciados na sociedade que vivemos. A dita sociedade não compreende o que se passa na cabeça de alguém que gosta de apanhar ou que gosta de bater, e por isso, acaba pré-conceituando o sujeito de forma errônea. Por isso, muitos acabam escondendo seus fetiches, suas vontades sob calabouços e porões íntimos por temerem o fantasma do pensamento alheio.

E como é o dia do BDSM, com encontros nas principais capitais, muitos eventos e escritos, não poderia me furtar (nem permitir ao meu Montrinho que se furtasse) a dar os parabéns a todos aqueles que vivem o seu lado B sem medos. Todos passaram por períodos difíceis, com certeza nos questionamento em algum momento sobre nossa normalidade, sexualidade, etc; alguns ainda não tiveram o prazer de ter uma relação SM mais duradoura, onde a tão sonhada confiança e intimidade aconteça; mas certamente merecemos respeito e felicitações pela coragem de viver o fetiche, parte considerada obscura de nossas almas por alguns, mas que nos abre as portas para um "eu" real, sem máscaras (a não ser as que fazem parte da cena), sem pudores, sem condenação.

Sadomasoquistas do mundo usem desta data para mostrar a todos ao seu redor que existe muita coisa além do que conhecemos, de que não existe nada de errado em ter fetiches, ser masoquista ou sádico. Seja sério, sensato e deposite pitadas se curiosidades nas pessoas sobre o assunto; fale, viva, mostre o que realmente é e o que não é, desmistificando o assunto e quebrando tabus intrínsecos nas pessoas e as imagens distorcidas que a nossa anestesiante televisão mostra por muitas vezes.

Aceitem-se e vivam seus fetiches com todo o prazer que eles podem e devem proporcionar, seja no comando, seja na dor, seja em ambos. E faça com que esta data seja somente uma lembrança de velhos tempos e que logo, falar e praticar BDSM, Sadomasoquismo, Fetiche ou coisas assim seja tão normal quanto usar sapato.

*** obrigado a minha rainha, pela idéia do post e revisão.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

umidades no final do dia

Olhei para os céus de dentro do palácio antigo, e vi que o tempo estava transtornado. O Vento já uivava por entre as frestas da janela, cantando uma evocação às chuvas. Não foi preciso mais pistas para me fazer lembrar que não estava dotado de guarda-chuva ou qualquer proteção. Taxi? O tempo como estava, já tinha afetado a cabeça de todos que precisam de uma desculpa para usufruir de um conforto proibitivo no final do dia. Mais que rápido, peguei minhas coisas e fui embora. Sai caminhando pelo caos já instaurado, processando em meu google maps cerebral qual o caminho com maior número de marquises, já prevendo o pior. Parecia que todos na rua andavam sem rumo, com os olhos nas nuvens e com o desejo de chegar ao conforto do lar.
Os primeiros pingos me atingiram ainda muito distante do meu objetivo, e logo só pude prosseguir pelas marquises, às vezes atravessando pequenos trechos desprotegidos. Segui pelas ruas, assim como a água, escoando pelos cantos e quando o comercio deixou de ser denso, acabaram se as marquises e a minha possibilidade de prosseguir.
Talvez por acaso, talvez não, mas a última marquise era de um sex-shop. A vitrine era muito convidativa, com uma cama desarrumada como se os protagonistas daquela história tivessem acabado de realizar loucuras e tivessem saído tudo muito mais sutil do que o lado de dentro, onde a parede é forrada de membros, vibradores, bonecas e outros artefatos cênicos.

Fiquei intrigado em observar os tipos que entravam e saiam da loja, não muitos, mas pude presenciar duas amigas, ou melhor, duas beldades entrando e uma outra mulher sozinha saindo. A que saiu tinha um ar estranho... que só depois defini como um ar de salão de beleza, ou melhor, como se estivesse saído de um. Mas o que me fez adentrar ao estabelecimento, fora as duas amigas: ambas com botas de cano longo por cima da calça, a mais alta, com uma calça branca de malha que deixava seu derrière em evidencia e uma blusa de oncinha bem coladinha ao corpo e com um belo decote em "V" e com seus cachos avermelhados soltos pelos ombros. a outra, mais esguia, com cabelos pretos lisíssimos e bem cumprido estava com calça jeans e uma jaqueta curta de cor escura mas que me permitiu ver um filete de sua calcinha branca. A pergunta que não queria se calar: "será que são namoradas? lésbicas? teria eu chances de participar e fazermos uma festinha a 3 ?" Sonhos ! Sinto-me tal como um adolescente que está descobrindo sua sexualidade e ainda tem ingenuidade.
Mas o que eu vi, foram elas procurando por cinta-caralho. E eu as observava do outro lado da loja, olhando as araras cheias de fantasias. Elas tinham um ar sacana e exalavam sexo, às vezes algum sorrisinho, as vezes uma troca de olhar mais prazerosa, tudo variava de acordo com o produto à frente delas. Uma delas, a mais esguia, acabou derivando para outros tipos de brinquedos, digamos, mais singelos. Enquanto a outra não mudava o foco, ela olhou por muito tempo, lendo detalhes da embalagem e acho q imaginando qual seria o tamanho mais prazeroso sem judiar da parceira. Já com as armas de batalha escolhidas, ainda pediu para presente, pagou com cartão e saiu de mãos dadas com a amiga, que saiu muito sorridente e com certeza umida... Pela chuva ou pela excitação do novo brinquedo.
Elas se foram e eu já estava cheio de pensamentos, de imaginações sobre as duas belas moças, tanto que o sex-shop perdeu a graça pra mim. Graça agora, seria chegar em casa e tocar uma pensando nas duas se divertindo com o brinquedo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sexta Snob

Sexta-feira é o dia da esnobação. Todos esnobam seus finais de semana, o comedor dizendo que vem uma morena de longe e passará o final de semana todinho ocupado, ou melhor, ocupando a moça. O gaucho fará um churrasco de arrepiar, tri gostoso! O Workaholic irá trabalhar, fazer 3 propostas e resolver todas as pendências de um cliente. E eu pensava no que eu não poderia fazer neste final de semana... visitar minha rainha, mas com uma ponta de felicidade pelo ocorrido já logo na sexta-feira cedinho.

Acordei aceso, dormi muito bem e bastante e como não estava muito frio, não deu aquela preguiçinha chata. O que resultou em um salto da cama e o salto dos pensamentos nas coisas que deveria resolver. Abri minha gaveta e somente um par de meias solitária habitava aquele lugar sombrio. Nada de cuecas a vista.

Antes de pensar o que havia acontecido com minhas cuecas, fui atrás da calcinha que minha rainha havia me dado. E iria trabalhar com ela. Coloquei a calcinha, foi gostoso sentir o toque sintético dela, sentir a elasticidade e perceber que ela suportara o meu amigo se enrijecendo. Mas o que é um pum pra quem tá no galinheiro? Peguei também o sutiã e coloquei. E achei junto o tal potinho de açúcar de baunilha... suspirei, dei um risinho e me fiz pela milhonésima vez a mesma pergunta “Pra que isso serve ?” Mas...voltando ao núcleo desta história...

Pronto! Havia instaurado em mim um tesão imenso. Nem passou pela minha cabeça realizar o castigo que havia me imposto, queria somente resolver meu problema e ir trabalhar! Apertei o foda-se, e comecei a cumprir o castigo: primeiro amarrei as minhas bolas, separando as irmãs gêmeas. Fui à minha mochila procurar os prendedores, mas nem precisei procurar. Logo lembrei que havia esquecido eles na gaveta do escritório.

Esta ávida cabeça logo providenciou prendedores de roupa e colocando no comprimento de meu membro, apertando a ereção que estava instaurada e não iria desaparecer até o gozo. Os prendedores não doeram inicialmente, mas já sabia que eles iriam doer em breve, então quanto antes, antes.

Peguei uma camisinha, vesti o plug verdinho e já me pus de 4 na cama, inserindo no meu bumbum com bastante carinho e vontade. Meu pinto latejante começou a merejar e isso me deixou com mais vontade de fazer uma massagem na próstata... comecei massageando, esfregando o plug e me deliciando com a situação. Pelo espelho da parede, tinha a visão de minha bunda e a base do plug que tomava quase toda a extensão dela.

Sou paciente, mas orientado a resultados, então preferi abandonar a massagem e continuar com o castigo, que afinal tinha uma etapa graciosa.

Busquei o livrinho, leia-se A Vênus das Peles, que me acompanha nas viagens diária de ônibus, e sentei na cama para procurar um trecho q descrevia minha rainha. Tinha pressa, queria gozar e tinha que trabalhar ! Quando sentei na cama, minha mente novamente voou. Para uma conversa que tivemos, imaginando ela sentada confortavelmente e eu em seu colo, sentindo sua dominação em forma de falo e seus seios roçando em minhas costas, enquanto suas mãos ora me pegavam pela cintura, coordenando os movimentos, ora me descoordenando completamente em uma punheta.

Com sacher-Masoch na mão, sentei ao canto da cama e imergi na minha realidade virtual desenhando a cena mais que perfeitamente. Com todos os sons, cheiros, gostos e prazeres. Resolvi tentar me masturbar enquanto cavalgava embalado pelo molejo do colchão, sem tirar os prendedores, já que a dor estava deliciosa. Somente com a ponta dos dedos, mas era mais frustante do que não faze-lo.

Parei de cavalgar e fiquei somente rebolando. Abri o livro e procurei tal passagem. Estava tão inebriado que escolhi esta, que somente agora li corretamente e entendi que se travada da descrição de um quadro da Venus das Peles. Segue o trecho:


- Eu penso na deusa do amor, descida do Olimpo, indo ao encontro de um homem mortal, tremendo de frio nesta terra moderna, e procurando aquecer o corpo augusto em uma pele grande e pesada, os pés do regaço do amado; penso no escolhido de uma forma despódica, que quando se cansa de fustigar o seus escravo se põe a beijá-lo – é que por ele tanto mais é amada quanto mais o espezinha. Eis a questão pela qual chamarei ao quadro “Vênus das Peles”.


O tempo me era escasso, então não postei ou relatei ainda na situação a qual me encontrava. Só tive o tempo de marcar a página. Fiquei até com vontade de ter como ritual a leitura deste livro somente na situação em que eu me encontrava, e como ficariam minhas viagens de ônibus?

Larguei o livro, tentei mais uma vez me masturbar compartilhando o espaço com os prendedores, mas preferi arrancá-los dolorosamente, dando puxões e torcidinhas, me fazendo apertar os olhos de dor e prazer.

Fiz o que tinha que fazer, a única coisa conseguia pensar e que me traria alivio para agüentar o dia todinho. Jorrou porra pra todo lado ! Mas não em mim nem em minha calcinha.

Limpei-me, fiquei só com a calcinha, pus a roupa e fui pro trabalho. Ainda antes de sair, fui até o varal e conferi que todas as cuecas estavam secas e a noite eu as colocaria na gaveta.

Sai, e fui com uma certa traquilidade para o trabalho. Quando cheguei no escritório, enquanto todos esnobavam seus finais de semana e durante papo, ainda levei a mão no rosto e pude sentir ainda traços do cheiro do lubrificante.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Margueritas & Velas

Comida Mexicana num sábado a noite vai bem, o Chili e Margueritas ajudam a esquentar o corpo e as idéias. Gosto daquele ambiente animado, dos tequileiros, das músicas e de um bom papo com amigos e da boa comida. Na mesa, meu ritual. Uma vela num copo de tequila. Quase sempre que vou a algum bar, carrego um copo embora comigo. E neste, eu nunca pegava um copo diferente. Era sempre o mesmo: o copinho de tequila com a vela.

A noite estava fria, chuvosa e o papo estava igual, ou seja, totalmente choco. Parecia que nossa mesa estava deslocada do lugar e só éramos inseridos no contexto quando um garçon passava ou o tal tequileiro nos intimidava a tomar uma incandescente. Eu estava mais longe ainda.

Experimentando na ponta dos dedos a cera quente que ficava ao redor do copinho de tequila e isso me tirou por diversas vezes fora do ar e da conversa, pensando em escrever algo dizendo como a cera ficaria melhor do corpo do que no copo que era o corpo sem “r”.

Resultado de tanto desanimo, foi o caminho de casa. Cheguei, coloquei o novo copinho junto com os outros, que já contava uns 10, me dei ao luxo de amortecer meu cérebro diante a TV num programa qualquer enquanto os dentes ficavam azuis com um Vesevo safra 2005.

A cabeça já estava oscilando com a mistura de Marguerita e Vinho quando ela chegou. Sabendo que a porta do meu apartamento nunca está fechada, ela não bateu nem tocou a campanhia, entrou na sala parecendo uma felina esperta, arteira, mas precavida.

Seu sorriso logo se estampou ao ver a cena de Homer Simpson sentado na poltrona, com cara de bêbado assistindo MTV. Demorei um pouco, mas consegui decifrar tal vulto enquanto ela abandonava seu casaco no mancebo e viera em minha direção. Um beijo, mais ardente do que as pimentas mexicanas, antes mesmo de me dizer algo ou deixasse que eu falasse me pôs de volta ao mundo e me tirou do topor alcoólico. Sua mão já procurava aquele que era meu maior motivo de orgulho e habitava minhas calças.

Ela se afastou alguns centímetros e me disse para não sair de onde estava com aquela voz de comando hipnótico que fez no mesmo instante não sentir mais as pernas e braços. Passou de um lado, passou de outro e logo algumas velas iluminavam o ambiente, não mais eram as luzes fluorescentes do teto. Vi diversos copinhos de tequila ardendo pela sala e cheiros amadeirados se misturaram pelo ambiente.

Seus olhos verdes quase me enganavam com o reflexo do fogo das velas, mas aquele cintilar era do fogo que havia dentro daquele corpo. Novamente sobre mim, minha doce e voraz rainha destravou a poltrona e deitou-a, nos deixando praticamente em posição de papai mamãe, mas de suas mãos brotaram um lenço que amarrou minhas mãos por trás do encosto da poltrona.

Enquanto fazia seu papel de felina, me beijando o pescoço suas ágeis mãos abriam minhas calças preparando para eu perde-las e a camisa já se ia perdendo todos os botões. Se não fosse pelo álcool estaria tremendo de frio, ou melhor, estava! Mas de adrenalina.

O segundo lenço surgiu em suas mãos e num ritual que me é o êxtase da dominação, fui vendado. As mãos dela abriram espaço em meu peito, afastando a camisa e em meu colo, abaixando as calças aos meus pés.

Podia imaginar sua feição de felicidade, seu sorriso largo e malicioso ao ver aquele corpo esguio, de cabelos cumpridos todinho para seu deleite. Sabendo que a mente daquele nada iria criticar ou reclamar, aceitando todas as suas vontades, e com a certeza de que tudo se transformaria em prazer.

Seus beijos agora procuravam meus mamilos e quando os achavam ganhavam dentes e me tiravam gemidos ainda mais prazerosos do que qualquer outro beijo. Já sentia em sua boca o gosto familiar do vinho que estava tomando e sabia que aquele vinho a transformaria em um vulcão e que eu teria que agüentar até que todo seu furor passasse. Tarefa deliciosa!

O que eu não esperava era sentir na pele o que inicialmente me pareceu magma mas, pouco a pouco descobri ser cera das velas acendidas pela minha rainha. Os primeiros pingos me fizeram saltar de susto, como sempre. Mas conforme o corpo foi acostumando, e a boca de minha rainha me engolia, era tudo prazer. Sua destreza é inigualável, principalmente a de saber e parar quando estava quase para gozar.

Já sentia por todo o peito uma camada fina de parafina, mas ela insistia em me manter naquele estado de êxtase até que todo o álcool instaurado em meu corpo evaporasse pelos poros.

Quando me permitiu gozar, a cera quente caia aos montes sobre meus mamilos doloridos dos apertos e mordiscados. Doeu até a saída de tanto fluido em tão pouco tempo. Fui aos céus e voltei dezenas de vezes. Senti ondas de choque até os dedos dos pés. E devo ter gemido alto o suficiente para acordar alguns vizinhos.

Fiquei tremendo e enquanto minha rainha esperava eu me recuperar, ela cuidadosamente ia tirando a cera petrificada no meu peito e barriga.

Quando ela percebeu que já tinha me recuperado, me perguntou se estava pronto pra retribuir. Acenei que sim, e já senti ela estimulando meu membro e sentando nele.

Não sei quantas vezes mais eu gozei, se consegui gozar, nem quantas vezes ela gozou. Perdi a conta, ou adormeci... não sei. Só sei que acordei na poltrona enrolado por um cobertor e na TV, estava colado um post-it dizendo “Cumpriste muito bem tua tarefa. Te ligo mais tarde”.

Ajeitei o corpo e dormi um pouco mais, afinal um bom escravo tem que estar sempre bem disposto para sua rainha.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Este sou eu parado na esquina

"Quando garotinho, revelei-me estranhamente tímido com as mulheres, ainda que por elas acalentasse um secreto interesse. A abóbada cinzenta, a semi-escuridão de uma igreja me atemorizavam, e diante dos altares reluzentes e das santas imagens eu era tomado por uma protocolar angústia."
...
"Minha austeridade catatônica, minha timidez ante as mulheres era tão-somente o fruto da mais elevada suscetibilidade à beleza; a sensualidade então para mim se convertia em desvairança, uma espécie de culto..."
...
"

Este poderia ser eu, mas é Severin, do livro A Vênus das Peles do Sacher-Masoch.

Recomendo a leitura. Procure em um sebo ou numa livraria mais próxima de você !

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Relatório de Satisfação

As esperanças já me tinham ido, achei q passaria o final de semana frustrado ainda imaginando o que aquela bendita caixa possuia em seu interior. Maldito Correio ! amaldiçoava toda vez que entrava no site e via que minha encomenda não havia saindo pra entrega (ainda!)
De repente ! um susto, a secretária aparece do meu lado, com uma caixa bem maior do que eu previa. A vergonha ficou estampada na minha cara. BESTA ! só eu sabia, ou melhor, imaginava as perversidades que encontravam-se nela. Tratei de coloca-la debaixo da mesa, para não levantar muitas curiosidades de meus companheiros de trabalho.. mas também tamanha caixa iria atrapalhar meu trabalho em minha mesa não muito grande.
A cabeça imediatamente começou a articular estratégias para estar sozinho com a tal caixa. A curiosidade me corroia, não conseguia parar de pensar no conteudo da caixa, cutuquei ela para ver ser descobria algo, mas tudo era em vão. Primeira idéia era ir para uma sala vazia, passeei pela empresa, tem umas 5 salas que eu poderia utilizar, mas estavam todas ocupadas. Nunca tinha visto isso acontecer !
Era a revanche da minha curiosidade, ela agora iria conseguir me matar, ou pelo menos me dar alguns cabelos brancos a mais.
Pensei em sair correndo para o banheiro abraçado com a caixa, uma cena parecida com a de um jogador de futebol americano correndo em direção ao touchdown, pois se alguem me perguntasse alguma coisa, o que eu diria ? "Vou fazer um cocozinho na caixa" ?
Me concentrei e na medida do possível me atentei ao meu trabalho e a procurar alguma outra alternativa para abrir a caixa sem ninguem ver.
A maneira que eu encontrei, foi esperar que o pessoal fosse embora. Afinal, faltava 1h e era sexta-feira, ou seja, dia em que as pessoas não passam das 17:55 no escritório.
Mas, minha curiosidade acabou até influenciando as pessoas e fez com que as 18:30 ainda tivessem 2 pessoas na minha sala. Bem, eram duas pessoas tranquilas, a qual eu pude pegar minha caixa, e ir para uma mesa do canto da sala e abrir minha caixa tranquilamente.
Agora estava explicado o porque de uma caixa tão grande. Minha diversão seria grande, grossa e verde :) Fiquei entusiasmado. não pude abrir a embalagem onde ele estava, mas de ver o tamanho do verdinho eu fiquei animado.
Fiquei animado com tantos presentes, se tivesse um rabinho, com certeza ele estaria balançando frenéticamente de felicidade. Que delicia .. mais delicioso foi receber as ordens de minha rainha, as quais ja estava animado e programando como iria executa-las.
Quando estava saindo do escritório, meu chefe ofereceu carona, disse que estaria aguardando-o na recepção e sai correndo com a caixa para um banheiro, agora na certeza que ninguem me veria entrando no banheiro com a caixa. E coloquei todos os materiais dentro de minha mochila, assim ficaria mais fácil e discreto de levar todos os presentinhos para casa e despachei a caixa pelo lixo.
Em casa, não me continha, tinha vontade de pular sobre a mochila e me divertir com todos os presentinhos, mas preferi aguardar, cuidar da casa, jantar, tomar banho e preparar um clima para que as brincadeiras começassem.
Tirei o verdinho basico, lavei e passei bem pouco lubrificante, o suficiente para a primeira escorregada.. o restante, seria pouco a pouco, curtindo, até que tudo estivesse totalmente enterrado. Coloquei ele em pé, a base é bastante larga e imaginei minha rainha deitada na cama e eu por cima dela. Imaginei e fiz caras e bocas, subindo e descendo do verdinho, curtindo, aproveitando, deixando a cada descida doer um pouquinho e me sentir mais preenchido.
A sensação era deliciosa, fiquei sentado nele, me masturbando, bem de leve, para não gozar e ficar somente no climax da coisa. Imaginando a cara de safada que faria minha rainha ao ver a cena. Me sentindo a maior de todas as putas, que faz manha pra gozar, que quer ter o maior gozo da vida.
E tive ! foi delicioso, jatos de porra, ou lagrimas de um pinto apaixonado, jorraram e melecaram todo o chão. Estava tão putinha, que ainda lambi um pouco de minha mão pra sentir o gosto do meu gozo.
olhei para o lado e vi a calcinha e sutian, e pensei.. que pena.. podia ter usado eles... mas não foi desta vez. fica pro próximo conto.
Limpei tudo, tomei um banho com o corpo mole, achando que junto com a porra tinha ido minhas energias, sai do banho e fui pra cama feliz da vida e com um sorriso de monalisa.