sexta-feira, 22 de novembro de 2013

First Fist

Ao sair do banheiro, na cama estava já algumas cordas e diversos apetrechos que já se mostravam a que vieram. Ali estava o rascunho do que se seguiria.
Com toda a calma e tranquilidade, me colocou deitado de bruços, travesseiros sob a barriga pra elevar o quadril e escancarar o intimo. Pernas e mãos presas na lateral da cama. O processo todo de preparação é aquele que te submerge no ato, na apresentação nada teatral que se segue. O jeito é relaxar, a posição era para isso, sabia. Não teria pernas doendo ou desculpa pra fugir.
Óleo pelo corpo. Espalhado pelas suas luvas de latex que já deixavam claro o nojo de tocar aquele pedaço de carne. E o toque era mais gostoso ainda.
Lubrificantes, que se espalhavam pelo corpo, mas concentrados nas nádegas. E o pau começa a verter lentamente, pobre que está a disposição pelo lado de trás.
"A insinuação é melhor que a exposição" e "parcimônia" latejavam nas luvas de latex que dançavam, insinuando o gran finale.
E objetos, teus dedos e ideias foram entrando pela minha intimidade, lasciando pouco a pouco, à base de carinho que lhe era comum. A dor fazia parte, pequena e constante, me rancava gemidos lascivos.
E quando a mão toda entrou, a próstata foi seu alvo, instigada, estimulada, pressionada, forçada a colocar pra fora meu gozo não gozado.
Sensação de quase gozar, de sentir o alívio chegando e não terminar.
Já totalmente sem rumo, sem noção do que se passava, fui abandonado ali mesmo ainda exposto e largo. Somente um plug remanescia e já declarado que meu prazer estaria sempre associado a ter algo dentro de mim.
E você se recuperou, deitou-se na cama e me entregou na minha boca, seu clitóris encharcado, inchado e lá fiquei, agora cansando a língua e fazendo-a gozar no ritmo que me impunha.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Submissão de Uma Domme

Monstrinho diz:
 Eu não acredito que você seja domme.
Elisa diz:
 Sou sim. adoro mandar, ver um homem aos meus pés e ainda realizar meus desejos
Monstrinho diz:
 Mas isso acontece o dia todo no seu trabalho, e você ainda quer isso na cama?
Elisa diz:
 Quero sim, sou dominadora o tempo todo, não aceito que mandem em mim no trabalho, vou aceitar que mandem na cama?
Monstrinho diz:
 Ok. Se tu diz, eu acredito.

Dias depois lá estava eu, na frente da industria, esperando por minha rainha. No banco do passageiro, uma venda roxa e um pedaço de corda de algodão cru.

- Queria te fazer uma surpresa rainha.
- Adoro surpresas, o que seria?
- Coloque a venda, por favor, e prometa que não vai removê-la até que eu mande...opz... peça
- Tá bom.
- Agora vou amarrar tuas mãos pra trás, fique tranquila. Ah! adorei essa sua saia.

O primeiro passo foi dado, e tamanha a facilidade de convencê-la a se submeter, denotava que realmente ela não tinha jeito para dominadora. Rodamos por muito tempo, curvas, aceleradas, lombadas, mais curvas, sobe, desce, e durante todo o trajeto, fui acariciando-a, deixando ela úmida e ansiosa pelo que estava por vir. Mas antes, parei. estacionei em um lugar seguro e fomos conversar. Enquanto fui tirando todas as suas jóias, acessórios fui conversando com ela, explicando que gostaria de lhe proporcionar um prazer que ela nunca antes tinha sentido, que queria que ela acreditasse em mim, que confiasse e deixasse as coisas acontecerem. Aquela noite seria inesquecível, eu estaria sempre com ela, cuidando de cada detalhe, observando e garantindo a sua segurança. Mas que ela em momento algum deveria tirar a venda, por sua própria segurança. Incrível como o inesperado à deixou ainda mais tesa, via ela mordiscar os lábios com uma cara de desejo. E que pela nossas conversas, ela gostava daquilo, do inesperado.. as palavras de uma outrora ainda latejavam na minha cabeça... "não gosto de dizer o que vai acontecer, quero que aconteça, sem a chance de pensar sobre". Os pertences e bolsa foram guardados, e junto foram a calcinha e o sutiã. Agora ela só tinha sapatos, uma saia e uma blusa, e desta forma segui rumo ao lugar mais estranho (ou seria horrível) que já estive.

Paramos na frente, pedi para que ficasse ali, imóvel e que estaria de olho nela e voltaria bem rapidinho. Desci e fui conversar com o pessoal do local, garantir de que tudo aconteceria como eu havia pensado, mas nada combinado. Voltei ao carro e com um beijo, perguntei o quanto ela confiava em mim. Pedi que se permitisse todas as sensações: boas e ruins, conhecidas e desconhecidas e acreditasse que sairia daquele lugar inteira. No mesmo instante que ela consentiu, o segurança abriu a porta do lado dela, e ajudou ela a sair do carro, eu corri e acompanhei a entrada. No meio do salão, um facho de luz iluminava claramente parte de uma mesa rustica que agora serviria suas entranhas aos presentes. Debruçada sobre a mesa ela não sabia onde estava, mas o cheiro acre e mofado acrescido à música brega já começavam a denunciar o local, logo a saia foi levantada, a bunda exposta e burburinhos de elogios começaram em todos os cantos do salão.

Peguei um batom e escrevi nas ancas: "Goze aqui" Registrei algumas fotos para a posteridade e logo anunciei: -"Quem vai ser o primeiro?" 6 ou 7 homens se aproximaram, as camisinhas distribuidas e um a um foram fodendo ela. Não ouve nem tempo dela reclamar, já estava encharcada, e o jeito foi gemer. O Terceiro, era mais atirado e o maior de todos ali presente, perguntou se não podia comer o cú. Ainda olhei pra cara dela, mas com certeza ela não estava neste planeta, nem tinha prestado a atenção ao que o rapaz falou, então consenti.

Via ela escorrendo pelas pernas, gemia e gozava sem parar, sem saber quem estava lhe comendo, sem nem conseguir imaginar o rosto daquele que lhe rancava orgasmos. E eu não deixava espaço para descanso, nem queria que ninguém ali deixasse ela desocupada. Só pedia para não machucar nem usarem de força, e que pagaria uma cerveja pra aquele que fizesse ela gemer mais gostoso.

Via os homens empenhados, era visível que competiam, desde o abaixar a calça, querendo comparar os tamanhos até o fato de quem levava mais tempo pra gozar. E eu cuidava dela, garantia que todos estavam se divertido (inclusive ela), e eu só queria provar pra ela que ela gostava mais de não ter controle, de ser usada e curtir um pouco sem se preocupar com o resto do mundo, sem se preocupar com tabus, limites, preconceitos, crenças que seja puro prazer, puro instinto sem nenhuma amarra social.

E logo que o sétimo cravou os dedos nas ancas dela, anunciando o esporro, cheguei perto dela e disse que haviamos acabado. e logo estavamos aconchegados no banco de couro da hillux, e ainda de vendas, que só foram removidas dois quarteirões depois. E foi então que um ar de desespero dela surgiu, ao saber que estavamos no "inferninho" que os funcionários da industria que ela trabalhava costumavam ir. Será que alguém acabou comendo a chefe? Essa era a pergunta que nunca seria respondida, talvez ela agora andaria pela fábrica e alguém teria a lembrança de ter comido uma estranha, e ela, de ter sido comida por um estranho.

E então ela me pediu por um banho e descanso, então seguimos para um motel. Eu, como um bom submisso, dei um banho nela, fiz carinho e massagem e ainda fechamos a noite em número par, sendo eu o oitavo naquela noite.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Conquista da Mente


Este conto não foi escrito por mim, mas merecia um espaço aqui. 



Desde a primeira vista sabia que deveria possuir aquela mente, seu corpo e seu espírito. Lembranças de outras vidas, corpos vibrando em uma mesma frequência quem sabe, e, desde então busquei saber o que passava naquela mente, quais eram seus desejos secretos e seus prazeres constringidos.

A presença dele me excitava, os olhos que vagavam pelo ambiente, o som suave de sua voz me faziam devanear em puxar aquele corpo para perto do meu e explora-lo da maneira que mais me desse prazer. Em minha mente sua presença era constante, ajoelhado em minha frente, sob meus saltos, com os punhos amarrados nos tornozelos. Ahh como fazer isso virar realidade?

Eis que em uma oportunidade pude novamente estar ao seu lado, a tensão sexual pulsava no curto espaço entre nós. Percebi seus olhos tentando fugir do vislumbre das rendas de minha meia 7/8, passeavam por meu corset e então disfarçava passando as mãos sobre o rosto. E nessa deliciosa provocação passei a noite.

Quando foi confirmado o desejo de ambos, nada nos restou a não ser nos entregarmos à devaneios e fantasias, ainda com a vontade da prática, treinando em meus pensamentos cada um de meus movimentos quando possuir aquela mente.

O vejo chegando e sendo repreendido por olhar-me nos olhos, sendo obrigado a ajoelhar-se diante dessa Rainha e ter as coxas pisadas por meus finos saltos. Mandar-lhe direcionar-se a mim somente quando requisitado e sempre com um “sim Rainha” ou a punição será dolorida. Vejo-me trançando seus cabelos com cordeletes e os cordeletes presos ao seus pulsos enquanto fica de joelhos e de olhos vendados podendo apenas escutar minha voz e sentir meu perfume sedutor enquanto rebolo em sua face. Quero fazê-lo sentir o calor das lágrimas de minhas velas em formato de rosas escorrendo por seus ombros e costas enquanto uso suas nádegas como banquinho, tendo suas mãos presas para cima permitindo-me sussurrar em seus ouvidos palavras excitantes que façam seu corpo tremer. Quero ter o prazer de passear, com minhas mãos enluvadas de cetim, por seu corpo inteiro, excitar-lhe os mamilos com suaves pinçadas entre o polegar e o indicador, ouvir os gemidos de dor e prazer enquanto mordo seu queixo, ombros, antebraço, coxas...quero o prazer de colocar sua língua pra fora e fazer-lhe sentir o gosto doce de meu sexo enquanto o prazer escorre por minhas coxas, quero gozar sentada em sua face enquanto controlo sua respiração. E finalmente quero ter o prazer de sentir sua glande pulsando entre meus lábios suaves e úmidos implorando por explodir diante do meu hálito quente e minha língua que passeia em seu pênis ereto à tanto tempo.

Mas preciso experimentar a sensação de penetração profunda e quero sentir a pulsação de seu sexo junto ao meu até que eu goze mais uma vez cavalgando, o corpo todo preso em minha cama, e então, ao sentir meu corpo sair de si, tremendo de prazer quero sentir meu gosto suave em seu membro prestes a estourar, e sentir no fundo da garganta todo o prazer que esse submisso sentiu em fazer exatamente o que eu quis.

Morrigan.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Do Avesso


Ela sentada em uma poltrona, pernas cruzadas e jogada meio de lado, como quem estava cansada de esperar. Eu, quando a vi, tive a sensação de arrepios percorrerem todo o corpo, de sentir o coração acelerar e encher minhas narinas com um cheiro doce e velho.
"Oi, tudo bem com você?" ela disse com um tom aveludado e muito calmo, talvez não devesse estar impaciente. Eu só consegui responder acenando com a cabeça. Ela me olhava da cabeça aos pés e era como se a sua visão me arrancasse a pele, me sentia vulnerável diante da situação.
"Tire toda sua roupa" Eu ouvi claramente, e já começava a tremer. Primeiro foram os sapatos, depois a calça, a camiseta, e por ultimo a cueca... parecia implodir, como se eu fosse me consumindo e ficando cada vez menor... o olhar, a maneira como ela olhava me deixava perdido, fazia o sangue ferver e eu tremia.
"Está com frio? porque treme?" ai que os tremores pioraram, nervosismo, ansiedade do que estava por vir, e com a voz demonstrando todas as sensações que fluíam pelo corpo respondi: "Não é frio, é a ansiedade".
"Ótimo! dizem que a ansiedade deixa as pessoas burras, não quero que pense, quero que somente faça o que eu mandar" E aquilo penetrava tão facilmente em mim, que eu com certeza não sabia nem responder a pergunta das mais óbvias possíveis.
O silencio, o silencio faz parte da dominação é como cozinhar que enquanto o tempo passa, mesmo sem nenhuma ação, os temperos vão tomando conta do alimento, intensificando tudo, até o momento da degustação.
Ela ajeitou-se na poltrona e exibiu seu traje e todos os detalhes da sua produção. A maquiagem que destacava os olhos, os adornos que enfeitavam, o corset que a fazia manter a postura e era divino e a saia longa que quase escondia por completo as botas, lindas! Eu admirava, queria abraçá-la, sentir o seu cheiro talvez jogá-la no chão e transar ali mesmo, mas tudo isso era aniquilado pela curiosidade do que se seguiria, pela curiosidade da submissão, de saber até onde eu poderia dar prazer à aquela mulher.
"Se ajoelhe, e fique de cabeça baixa, não quero que me olhe mais" Privação... é onde a matemática não tem vez, pois quanto menos se tem, mais se sente, as vezes multiplicado.
Espasmos demonstravam que eu estava sendo cozido, ali mesmo, fervendo em químicas que fluíam pelo corpo e pioravam a cada passo que ela fazia até mim.
"Me olhe, observe todos os detalhes pois esta será a ultima coisa que verás esta noite"
Levantei a cabeça com os olhos arregalados, olhei aqueles olhos lindos, era a única coisa que me interessava e tentar arrancar deles as suas pretensões para comigo, mas antes mesmo de descifrar a primeira letra, a venda me tomou a visão.
Foi a primeira vez que a sua pele encostou na minha, e pude senti-la quente, e também senti seu cheiro, delicioso, e acho que sempre vou me lembrar dessa situação quando sentir esse perfume novamente.
Senti o bico da bota batendo de lado no meu pau, e só então me dei conta de como estava excitado... e acho que ela também percebeu!
"Meu pau também está latejando e babando assim" ela disse bem próximo ao meu ouvido e que fez eu contrair toda a pélvis imaginando o que estava por vir.
Ouvi alguns passos e logo ela estava bem à minha frente, com a mão pegando em meu cabelo, ela me puxou pra junto do seu corpo, e logo o pau preso a cinta estava esfregando na minha cara, mas ela queria que eu sentisse o cheiro da sua calcinha, e esfregou o meu rosto fazendo eu ter a certeza de que estava molhada, excitada com a situação. Quis lambê-la, sentir o seu gosto, mas ela não deixou e fazendo eu abrir a boca, enfiou o consolo em minha boca, explicando que deveria mantê-lo ali.
Então suas unhas começaram a riscar minhas costas, e seus cabelos fazia um carinho na minha face. Sentia as costas ficarem quentes, as unhas ardiam gostoso. Então veio o primeiro prendedor no mamilo, leve, fraco, mas demonstrando que não estava para ser retirado tão logo e depois no outro mamilo, também leve, me fez soltar um gemido de medo e prazer.
Fui puxado pelos cabelos, o pau arrancado da minha boca, e novamente ela falando ao meu ouvido "bom menino, eu não quero ouvir você reclamando, quero que você aguente tudo" Voz que hipnotiza, que fala e me faz obedecer. E pelos cabelos, fui levado pelo quarto, não tinha noção de espaços nem de direção, só me sentia o mais vulnerável de todos.
Parei e ouvi ela se sentando, o zipper da bota abrindo e seu pé me fazendo carinho no rosto. Puro instinto. Peguei o pé e comecei a beijar, lentamente, sugando dedo à dedo, e logo subindo pela perna, lentamente beijando e mordiscando, passando pelo quadril, subindo pela barriga até os seios. Novamente os cabelos puxados, me desgrudando do seu corpo e meu colocando em meu lugar novamente.
Os prendedores foram regulados, apertando um pouco mais e ela me tentando me tranquilizar, disse "Sei que isso dói, mas quero que aguente bem tranquilo. E isso é para você aprender a não passar dos limites" Talvez não fosse só eu que estava com medo de perder os limites, acho q ela também estava se controlando para não se entregar e perder o controle.
Mais uma vez, os cabelos puxados, era bom, e com um pouco de trabalho, compreendi que eu deveria ficar com os braços apoiados e a bunda arrebitada. Ela saiu e logo voltou. Ouvi o barulho das luvas de látex sendo colocadas e um preservativo também foi colocado no meu pau. Meu íntimo seria explorado, e assim foi até sentir que a massagem na próstata me drenava, parecendo que teria um orgasmo a qualquer instante, mas isso não acontecia e ela nem encostava no meu pau.
Percebendo minha excitação, ela tirou os dedos e então começou a me penetrar com a cinta, era maior do que eu imaginava, talvez pelo tempo que fazia que não acontecia nada, mas me sentia rasgado pouco à pouco e sua voz, me controlava, me guiava transformando toda a dor em prazer.
Incansável, fui currado até não aguentar, sem direito a um orgasmo sequer, quando as pernas não aguentavam mais, fui autorizado a me deitar na cama e assim, guiado pelos cabelos fui jogado na cama.
Logo, ela estava sentada na minha barriga e batendo nos prendedores nos meus mamilos, me fazendo gemer de dor. "Quer que eu os tire?" e eu respondi implorando para que o fizesse. Então ela retirando a camisinha com todo carinho para não desperdiçar uma gota, disse: "Só depois de tomar o seu leitinho".

sábado, 26 de maio de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Manual prático

Olá!
  Estava um pouco afastado deste blog para tratar de um projeto um pouco mais ousado :) e ele aos poucos tem tomado forma, cor, cheiro, sabor e boas emoções!
  iFetiche é um site feito por colaboradores, para a comunidade BDSM. Se você estiver afim de participar, de divulgar seu conteúdo em nosso site, entre em contato ;)

  Minha queria amiga, rainha, mommy e Lady Vulgata escreveu um texto muito bacana, que eu recomendo à todos: Manual prático da primeira sessão.

  Mas este blog não vai ficar parado, aos poucos espero que as coisas aqui voltem a um ritmo mais constante e agradável.

Obrigado,
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Antes de Chegar ou História de Banheiro

Tinha acabado de beijar os pés da rainha em despedida da noite de deliciosas torturas. Carro não era um luxo palpável pra mim, então me sobrou o ônibus.
Devido ao meu estado civil, o castigo da noite ainda não havia terminado. Vestia por baixo das roupas uma calcinha, cinta-liga e meias 7/8 e ainda preso pelo cinto de castidade. E teria que me livrar de tudo isso antes de chegar em casa.
O Ônibus veio e eu tremia de preocupação em como conseguir tal proeza. Talvez entrar correndo em casa e se trancar no banheiro. Mas e se ela estivesse tomando banho? E se viesse de encontro me abraçar e sentisse o plástico duro do cinto? Não podia correr riscos! Afinal, já havia muito riscos vermelhos nas costas feitas pelo chicote.
O ônibus serpenteava a cidade enquanto procurava alternativas. O caminho era curto demais para tentar pelo menos tirar as meias pelos pés e o cinto de castidade escondido no fundo do ônibus.
Pensei em descer um ponto antes, procurar um jardim e me livrar dos problemas atrás de uma moita qualquer, mas se o dono da casa visse? Não conseguia nem me lembrar de um jardim próximo de casa.
O pau doía, foram 4 horas de atormentação e paudurescencia que castigaram bastante e nenhum gozo. Maldita!
Pensei num shopping, ou melhor, no banheiro de um shopping. Mas já passava do horário. Horário? Sorte que minha esposa acreditava que eu trabalhava até estas horas.
Podia fingir mijar num poste e tirar o cinto. Mas e o resto? Será que a calcinha sai pela cabeça?
O ponto chegou, desci. Olhei para os lados e vi um pouco para trás um boteco, bar mesmo, de gente que bebe pinga e come ovo azul em conserva. Pensei comigo: Lá tem um banheiro. Tudo que eu preciso para resolver meu problema e não ser jogado pra fora de casa pela esposa.
Não vi banheiro feminino, mas o banheiro masculino possuía dois vasos. Entrei no primeiro e tinha merda no vaso e mijo pra todo lado e no chão. No segundo, pior ainda, voltei pro primeiro.
Eu não poderia encostar em nada, nem o pé no chão, nem a bunda no acento correndo o risco de ter a pele corroída pela imundice ou ter que jogar a roupa fora pela sujeira que nunca mais iria sair.
Fechei o trinco, mas não encaixava muito bem. Conferi e ficou fechado. Tinha a mochila nas costas ter q equilibrar numa perna só pra tirar a meia com alguns quilos nas costas era pedir para cair no meio da merda.
Por sorte o registro! Testei antes vendo se aguentaria a mochila e consegui encaixá-la perfeitamente. Sorte que naquela altura não tinha mijo nas paredes.
Tirei o primeiro sapato, sem desamarrar o cadarço para ele não encostar no chão e sem pegar nem perto da sola que já estava contaminada pela mistura de terra, mijo e alguns papéis higiênicos - cagados - derretidos. A meia social foi para o bolso da calça. O pé pousou sobre o sapato testando a pontaria e a possibilidade de apoiar o peso sobre o sapato sem machucar o pé.
O cheiro era insuportável. Tirei o outro pé de sapato na mesma tática.
Agora era a vez da calça. Fui tirando e já puxando a boca da perna pra cima para não encostar em nada. Perdi o equilíbrio. Tombei e parei apoiado com a mão na lateral do box. A porta abriu. Como estava mal fechado, o peso do corpo apoiado na lateral foi suficiente para desprender o trinco.
Alguém passava, olhou, eu vi que olhou, viu a calcinha lilás. Bosta. Fechei rapidamente a porta. Tirei a outra perna da calça. Ela estava agora em minhas mãos. Mas precisava das mãos para tirar todo o resto.
Conferi para ver se no susto da porta eu não tinha me sujado ou sujado a calça. Parecia tudo limpo.
Só me restava a boca! Joguei as pernas da calça por dentro da cintura e mordi a calça. Soltei as ligas, desabotoei atrás e tirei a peça. Foi pro bolso da calça.
Alguém entrou no banheiro! Fiquei pensando no que o doido ia pensar ouvindo meus barulhos nada convencionais. Olhei para baixo e percebi que o box era alto e eu estava muito próximo do box, ou seja, provavelmente alguém estava vendo aquela atrocidade: uma perna peluda com uma meia vermelha. Bosta! ... já tinha muita merda nesta história e eu nem gostava de coprofagia.
Fiquei esperando a hora que alguém ia arrebentar a porta do banheiro e me encher de bordoada. Que ideia idiota a minha.
A Adrenalina corria pelo corpo, acredito que mais adrenalina do que toda a sessão acontecida horas antes.
Tirei uma meia. E foi pro bolso da calça. Tive que segurar a calça novamente para espirrar. Soltei o espirro pra trás contribuindo ainda mais um pouco com a pobre situação do vaso sanitário. Olhei a calça e já estava um pouco babada.
Calça na boca, e a segunda meia estava no bolso da calça. E Junto já saiu a calcinha. Que vontade de largá-la ali mesmo, mas tinha prometido a rainha que não faria isso.
Tentei me segurar no pensamento, mas não consegui: Bosta!
A movimentação toda só fez doer ainda mais meu pau, o cinto já estava apertado demais e machucando o saco. Mas pela logística complicada do lugar, ele ainda teria que permanecer mais alguns minutos no lugar.
A Cueca! Melhor chegar em casa sem aliança no dedo do que sem cueca! Bos... está dentro da mochila, mas não consigo alcançar com os pés virados para frente. Ótimo! Também preciso me esconder melhor das paredes altas do box. Fui empurrando com o pé os sapatos para frente, manobrando um de cada vez até que... opz, um deslize e a ponta do pé tocou o chão! Senti 23 tipos de arrepio de nojo e fiquei uns instantes com o pé no ar esperando começar a sentir a ardência do ácido corroendo os dedos... mas não aconteceu.
Peguei a cueca. Vesti com mais cuidado ainda para não tocar no pé melado. Peguei a meia e com uma dor no coração pus no pé sujo. B.... a meia molhou e iria molhar o sapato, então pus a segunda meia no mesmo pé. Beleza! Salvei o sapato.
Mais uma pessoa no banheiro. Entrou no box do lado e... caralho! Eu ouvi ele batendo a fivela do cinto e... sentando?! Como pode?
O Momento mais tenso: Por a calça. Segurei metade dela, ajeitei a boca e me odiava por ter babado na cintura da calça. Pus a primeira parte, pus a segunda e tudo foi perfeito!
Suava, a testa escorria suor as costas estavam molhadas. Cadê o papel higiênico? Não tinha, nem tinha então como limpar o suor.
Era a vez do cinto. Abri o cadeado, puxei a primeira parte e quando fui soltar o anel que prende atrás do saco, uma dor infernal! Igual quando se tira os prendedores do mamilo depois de muitos minutos com eles. Grunhi, não consegui me conter e grunhi como um monstrinho.
Pus os sapatos, também me equilibrando e mantendo a maior concentração para não encostar em nada. Peguei a mochila e esvaziei os bolsos colocando tudo dentro da mochila: cinta-liga, meias, cinto de castidade.
Já me sentia homem novamente. O cara do lado levantou-se e saiu... sem dar descarga. No mesmo instante o cheiro podre foi incrementado ainda mais, que parecia impossível.
Com a mochila na mão, abri o box, e quando ia saindo esbarrei a bunda na lateral do box... bem onde alguém tinha limpado o dedo cheio de bosta. Lá foi parar bosta na calça!
Ao levantar os olhos, um magrelinho esquisito estava parado na frente box. Não sei pra limpá-lo ou para tentar me agarrar, mas abaixei a cabeça e corri para fora do banheiro. Passei reto por todo o bar, suado, só deu tempo de pegar 2 papéis toalhas pra dar uma amenizada na merda da bunda ... ou a bunda da merda.
Na calçada, em um ritmo lento, ria sozinho, seguia em direção à porta de casa lentamente, esperando o suor secar. Com duas meias em um pé, o outro sem meia e um conto para te contar.